Acompanhado dos mesmos advogados que conheceu em Curitiba e que o orientaram na formalização do primeiro acordo de delação que o tirou do regime fechado e liberou-o para prisão domiciliar, o ex-ministro Antonio Palocci, da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma, fechou nesta quarta-feira a sua terceira colaboração premiada, desta feita revelando maracutaias nos maiores fundos de pensão do país, apuradas pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Greenfield. Lula outra vez foi acusado de ser o mentor do esquema.

As sessões de depoimentos de Palocci aos procuradores começaram na segunda-feira e perfizeram cerca de 20 horas de horas de gravação, das quais foram extraídas informações relevantes sobre a distribuição de propinas que azeitou a construção da Usina de Belo Monte. O ex-ministro teria contado à PGR detalhes da participação do ex-presidente Lula nas negociações em troca de benefícios pessoais.

As duas delações anteriores foram firmadas perante a Polícia Federal e se referiam, a primeira, a crimes cometidos na Petrobras; seus termos já foram homologados e divulgados. A segunda delação, ainda mantida em sigilo, envolveu acusações contra alvos com direito a foro privilegiado, como políticos com mandato.

Estes dois acordos ainda dependem de homologação da Justiça.