Eleições 2018: entre o permitido e o incompreendido

(por Ruth Bolognese) – Com todo o respeito às boas intenções do Ministério Público ao pedir investigação judicial eleitoral contra Cida Borghetti e o ex-governador Beto Richa por abuso de autoridade, mas é risível.

Desde o primeiro passo com o sapatinho Louboutin em direção ao gabinete do terceiro andar, a governadora Cida Borghetti não fez outra coisa senão viabilizar-se como candidata à reeleição. E ao levar o ex-governador Beto Richa a tiracolo em alguns dos 500 e tantos eventos que promoveu com este fim cumpria apenas parte do acordo entre o PSDB e o PP, feito há 3 anos para que ela assumisse o cargo.

É da lei eleitoral que o candidato à reeleição trafegue e aja na condição de governador e isso cria um estado potencial de vantagem oficial, onde os atos, todos os atos, ficam no limbo. É confuso: se o governador-candidato distribui recursos (como fez a governadora) age como governador ou como candidato?

De dia, no Palácio Iguaçu, é governadora. E de noite, na prefeitura de Paiçandu, transferindo uma verbinha pra asfaltar a avenida principal, é o quê?

É mais risível ainda a desculpa da assessoria do Palácio Iguaçu afirmando, com todas as letras, que nem Cida Borghetti, nem Beto Richa eram legalmente candidatos ao governo e ao Senado quando assinavam juntos convênios para transferir recursos aos municípios.

Se o Ministério Público Federal quer fazer os adversários de Cida e de Beto Richa rirem à toa com estes procedimentos de cassar candidaturas e direitos políticos, vá lá. Mas vamos e venhamos, brincadeira tem hora.

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