A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) recebeu na madrugada do último domingo (15), por e-mail, ameaças de morte, estupro e tortura. A mensagem, segundo os documentos, foi enviada de um endereço do serviço criptografado ProtonMail e trazia ataques racistas, misóginos e contra a população LGBTQIA+. O remetente se identifica como “Lucas Bovolini Martins” e afirma que compraria uma passagem para ir à cidade da deputada, descrevendo em detalhes um plano de violência.
Em consequência, a parlamentar paranaense acionou várias autoridades. Ela enviou ofícios à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República, à Polícia Legislativa da Câmara e também à liderança do PT e à presidência da Casa, além do Ministério da Justiça.
Nos ofícios, Dartora pede abertura de investigação por crimes como ameaça qualificada, injúria racial e violência política de gênero. O gabinete também solicita cooperação internacional para tentar identificar o autor do e-mail, já que a plataforma usada tem sede na Suíça.
Sde acordo com a deputada, as ameaças podem estar relacionadas aos dois projetos de lei que apresentou na sexta-feira na Câmara — os PLs 1144/2026 e 1145/2026 — voltados ao combate à chamada misoginia digital. As propostas buscam endurecer punições contra ataques coordenados às mulheres na internet, responsabilizar plataformas e atingir financeiramente grupos que lucram com conteúdos de ódio, além de aumentar penas quando crimes misóginos forem praticados por associações organizadas, como as ligadas à chamada cultura “red pill”.
