Curitiba vira “modelo” para projeto Lixão Zero

O Paraná foi escolhido para o lançamento nacional do programa Lixão Zero, do Ministério do Meio Ambiente, que prevê a erradicação de lixões no país por meio de projetos de gestão de resíduos sólidos, coleta seletiva e reciclagem. O lançamento foi nesta terça-feira (30) em Curitiba, em solenidade com o governador Ratinho Junior, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, realizada no Palácio .

“No Paraná, 45% dos municípios ainda têm lixão a céu aberto, o que vai na contramão de nossa preocupação com a preservação e com cidades mais sustentáveis”, disse o governador. “A ideia é que com o programa federal e o programa estadual, as cidades deem um destino correto aos resíduos sólidos, ao mesmo tempo em que gerem renda e energia e novas tecnologias de soluções para o problema”, afirmou.

O lançamento do programa federal foi em Curitiba porque a capital do Paraná é tida como referência em gestão de resíduos sólidos. A cidade trocou os lixões por aterros já em 1989, mais de 20 anos antes da lei do PNRS, aprovada em 2010. “A experiência de Curitiba pode ser levada às demais cidades brasileiras. Queremos que o exemplo seja transferido e compartilhado com os demais municípios, cada um com sua escala”, afirmou o prefeito Rafael Greca.

Os aterros que tornaram Curitiba “modelo” para o Brasil são o Caximba, que até hoje, apesar de desativado, ainda provoca graves problemas ambientais para o bairro onde foi instalado, à beira do rio Iguaçu, que sofreu contaminação. Depois, veio o aterro de Fazenda Rio Grande, administrado pelo consórcio Estre/Cavo e que recebe diariamente 2,5 mil toneladas de lixo orgânico de Curitiba e municípios vizinhos.

Enquanto isso, segue embargada pelo Tribunal de Contas a licitação para novo contrato para coleta e destinação de resíduos sólidos da capital e região metropolitana, ao custo previsto de R$ 2,3 bilhões. O TCE identificou um sobrepreço da ordem de R$ 600 milhões. Quatro dias antes da abertura dos envelopes, a prefeitura decidiu suspender o edital e manteve o contrato em regime emergencial com a empresa Estre.

Críticos do projeto da prefeitura dizem que ele introduz pouca inovação tecnológica: continuarão sendo usados os mesmos sistema de coleta e de aterros sanitários, que passariam a ser divididos por áreas geográficas apenas menos distantes das regiões de coleta.

2 COMENTÁRIOS

  1. Eu moro em Fazenda Rio Grande, uns 3 kms de distancia do mesmo. O cheiro do chorume vai longe, principalmente em dias de calor e de vento. Dá a impressão que se tem um chiqueiro de porco dentro do pátio. algo tem de ser feito. Eu por exemplo vou sair dessa cidade e esse é um dos motivos, embora eu tenha casa própria na mesma.

  2. O lixo exala um cheiro de máfia e interesses que extrapola sua natureza. Na essência o “lixo” é um recurso que pode ser reaproveitado em benefício da sociedade: gás, adubo, matéria prima etc., Algo que poderia ser explorado pela iniciativa privada, custo zero para o Estado. As empresas que geram grande parte de resíduos, teria obrigação de também recolher, e não ficar o encargo sobre o consumidor final, recolhendo taxa de lixo que somam bilhões de reais….

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