A emenda pode ter saído tão ruim quanto o soneto na mensagem que o presidente Jair Bolsonaro escreveu a autoridades israelenses na tentativa de reverter o mal-estar que causou com a recente declaração de que o Holocausto poderia ser perdoado. Na emenda, ele afirma que “perdão é algo pessoal, nunca num contexto histórico”

Na mensagem, Bolsonaro diz:

“Deixei escrito no livro de visitantes do Memorial do Holocausto em Jerusalém: ‘AQUELE QUE ESQUECE SEU PASSADO ESTÁ CONDENADO A NÃO TER FUTURO’. Portanto, qualquer outra interpretação só interessa a quem quer me afastar dos amigos judeus. Já o perdão é algo pessoal, nunca num contexto histórico como no caso do Holocausto, onde milhões de inocentes foram mortos num cruel genocídio”.

A declaração gerou polêmica em Israel, país do qual o presidente tem se aproximado. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, publicou no sábado (13), em uma rede social, uma mensagem respondendo à declaração de Bolsonaro. Ele escreveu:

“Nós sempre iremos nos opor a aqueles que negam a verdade ou aos que desejam expurgar nossa memória —nem indivíduos ou grupos, nem líderes de partidos ou premiês. Nós nunca vamos perdoar nem esquecer”, escreveu Rivlin.

O centro de memória do Holocausto Yad Vashem – memorial dedicado a homenagear as vítimas – também reagiu à declaração de Bolsonaro. Em comunicado divulgado no sábado (13), o museu afirma que “não é direito de nenhuma pessoa determinar se crimes hediondos do Holocausto podem ser perdoados”.