(por Ruth Bolognese) – O presidente eleito Jair Bolsonaro tem apenas o dia de hoje para explicar a razão de uma transferência de R$ 24 mil feita pelo ex-motorista de seu filho, Flávio, para Michele, a madrasta. O Conselho do Controle de Atividades Financeiras (COAF), do Banco Central flagrou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão entre 2016/2017 na conta de Fabrício Queiroz, o motorista, e agora quer saber a razão de tanto dinheiro numa conta de assalariado só.

Num caso desses, que envolve a futura primeira dama Michele e o filho, deputado estadual no Rio de Janeiro, o presidente eleito tem que vir, rapidamente, a público e justificar a suspeição. No caso de Bolsonaro, que se elegeu prometendo um governo para “limpar” os malfeitos do PT e que tem o juiz-símbolo da Lava Jato, Sérgio Moro, como ministro da Justiça, há mais urgência ainda.

Ou alguém vai alegar que era “uma mixaria” de R$ 24 mil reais para a futura primeira dama distribuir para o social?