(por Ruth Bolognese) – Nenhum político paranaense, em sã consciência, gostaria de imitar o ex-governador Beto Richa, considerando-se, claro, principalmente os últimos 8 meses da vida pública do tucano. Mas, apesar dos dissabores que enfrenta na Justiça, Richa fez escola numa área crucial para o sucesso de qualquer governo, a economia.

O nome do novo secretário da Fazenda que Ratinho Jr colocou na mesa é do ex-secretário do Espirito Santo, Bruno Funchal, que reza pela mesmíssima cartilha do mão de ferro Mauro Ricardo Costa, o homem que tinha carta branca de Beto Richa para organizar as finanças paranaenses, a qualquer custo.

E Funchal, pelo jeito, vai mais longe ainda: é chegado ao corte de funcionários comissionados, o que deve acender a luz vermelha para o pessoal que ganha pequenas fortunas protegidos pelo guarda-chuva de Q.I., ou popular Quem Indica.

Não há registro, porém, de que, para chegar à condição de único estado nota A na avaliação da Secretaria Nacional do Tesouro Nacional (STN), o governo de Paulo Hartung e de seu secretário Bruno Funchal tenha quebrado a previdência do funcionalismo público, como ocorreu com a dupla Beto Richa-Mauro Ricardo. O Paraná ficou com nota B, isto é, com suas finanças ainda em situação de perigo.

Apesar disso, repetindo aqui a opinião mais recente do ex-juiz Sérgio Moro, em breve Ratinho Jr poderá dizer: “até que Beto Richa fez coisas boas para o Paraná”.

Em tempo: Bruno Funchal ainda não confirmou se aceitará o convite de Ratinho para ocupar a secretaria da Fazenda Tem convites também do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.