As considerações do procurador são usuais

(por Ruth Bolognese) – Se as considerações e opiniões do Procurador Geral de Justiça, Ivonei Sfoggia, abalaram tanto o governador Beto Richa, então ele precisa procurar imediatamente um bom psicólogo e tratar da auto estima.

O fato é que Sfoggia não falou nada além do que se fala em privado – desde os deputados da base aliada até os integrantes de primeiro escalão de governo – sobre a personalidade e o modo de governar de Beto Richa.

Que ele é uma pessoa do bem, ninguém contesta. Afável, simpático, bom companheiro de corridas, marido romântico, pai e avô exemplar, tudo isso é dele.

Como governante, passa sempre a impressão que não sabe realmente do que está falando. E não é apenas impressão. Em 7 anos de governo, Beto Richa nunca mergulhou a fundo nos problemas do Paraná e delegou a chave do cofre, o poder mais significativo da gestão, ao secretário da Fazenda, Mauro Ricardo.

Jogou sobre as costas do delegado Francischini, então secretário de Segurança, o desastre do confronto com os professores, no início do segundo governo, o mais grave do ponto de vista institucional das duas gestões.

Essa redoma em que se manteve Beto Richa nesses 7 anos, evitando toda sorte de desgastes foi o que, afinal, o fragilizou. Mesmo que tenha acompanhado de perto todos os deveres e afazeres das duas gestões, deixa a imagem de quem realmente não sabia – e não sabe – o que fazer, como observou o Procurador Geral nas observações tornadas públicas agora.

Sorry, govenador. Mas é o que todo mundo pensa.

2 COMENTÁRIOS

  1. Fui ler agora o bate boca. O Parana parece mesmo estar em outra dimensão. O Procurador foi falar o que acha na campanha. Mas no trabalho tirou o procurador que ia por uns caras na cadeira dos depoentes.

    Ou seja, mais do mesmo. ta pondo pra fora agora que o richa ja esta saindo. duvido que falasse isso no incio do seu “mandato”.

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