O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nessa quarta-feira (6) punição em forma de censura escrita contra o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) por ter ofendido a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmen Lúcia. A representação contra Arruda foi apresentada pela bancada feminina da Casa, assinada pelas deputadas Ana Júlia Ribeiro, Mabel Canto, Cloara Pinheiro, Cristina Silvestri, Luciana Rafagnin, Maria Victoria e Marli Paulino.
Na sessão plenária de setembro de 2025, Arruda chamou a ministra de “bruxa” ao comentar decisões do Supremo Tribunal Federal. No parecer, o relator deputado Dr. Leônidas (PP) disse que o uso de expressões ofensivas e depreciativas de cunho discriminatório extrapola os limites da imunidade parlamentar e viola o dever de respeito institucional previsto no Código de Ética da Assembleia. O único membro do conselho a votar contra o parecer foi o deputado Delegado Tito Barichello, que votou pelo arquivamento.
“É importante que a Assembleia finalmente reconheça que violência política de gênero existe e que não pode ser naturalizada dentro do Parlamento. Durante muito tempo, agressões e humilhações contra mulheres foram tratadas como parte do jogo político. Não são”, disse Ana Júlia.
