A gula agora é por cargos nos conselhos de estatais

Com as vagas do primeiro e segundo escalões já quase todas preenchidas, o governo Ratinho Jr (PSD) vê surgir um novo foco de disputa entre os seus: as indicações para ocupar cadeiras em conselhos e comitês das empresas estatais.

São posições que asseguram aos gulosos do Centro Cívico ganhos de até R$ 11 mil mensais por uma reunião a cada 30 dias, a exemplo do que ocorre nos concorridos conselhos da Sanepar e Copel.

Além das joias da coroa, há disputas silenciosas por cadeiras em outras estatais. Celepar, Cohapar, Appa, Tecpar e Fomento são as mais procuradas apesar de pagarem valores mais módicos, de R$ 3 mil a R$ 6 mil por mês.

Também há desentendimentos por posições em órgãos relacionados às análises de recursos de multas de trânsito. O Cetran (Conselho Estadual de Trânsito) e as Jaris (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) remuneram de R$ 5 mil a R$ 8 mil por mês.

Quase sempre os conselhos e comitês são utilizados pelos governantes para garantir uma verba adicional aos mais próximos. Secretários de estado, diretores de empresas e assessores somam os salários dos cargos em comissão à ajudinha extra.

Um dos casos mais emblemáticos envolve o ex-poderoso do governo Richa, Deonilson Roldo. O chefe de gabinete de Richa ocupava nada mais, nada menos, que oito posições em diversos órgãos do Estado. Estima-se que na época em que foi exonerado, por causa dos áudios em que tratava de uma suporta propina para direcionar uma licitação para o grupo Odebrecht, os ganhos mensais ultrapassavam R$ 80 mil.

Também o todo-poderoso secretário da Fazenda de Richa, Mauro Ricardo, era conselheiro de numerosas estatais, o que lhe garantia uma renda mensal de R$ 100 mil.

2019-02-22T07:55:12-03:00 21 fevereiro - 2019 - 22:12|Brasil, Paraná, Política|4 Comentários


4 Comentários

  1. Rock 21 de fevereiro de 2019 em 22:28 - Responder

    A merda esta ai, enquanto querem estrangular o povão com reformas previdenciárias e trabalhistas o andar de cima faz a festa e passa a conta para esse povão que não reage e vai cego rumo morro abaixo se quebrando todo.

  2. Roberta Cavalcanti 22 de fevereiro de 2019 em 07:17 - Responder

    Bom dia! JARI é outra farra com o dinheiroi público …em um órgão publico bem conhecido pela delação do ex diretor e bem disputada uma vaga na JARI….! Deveria ter uma investigação ..mais não vão fazer …sabemos disso …. E assim a falcatrua continua……

  3. Parreiras Rodrigues 22 de fevereiro de 2019 em 09:01 - Responder

    E o que faz um conselheiro? Na reunião mensal, simplesmente mete o chamego em pareceres redigidos pelos técnicos. O mesmo que no TC.

  4. servidor atento 22 de fevereiro de 2019 em 14:47 - Responder

    Quem acha que participar de uma reunião mensal resolve alguma coisa ?

    O que deveria ser feito a bem da verdade e do erário, seria acabar com todas essas “mordomias” de “jetons”, para participar em conselhos os mais diversos !

    Tais conselheiros indicados, na maioria dos casos, é gente despreparada e que só aparecem na instituição uma vez por mês (se acontecer assim) e nada mais e recebem uma grana fácil e sem responsabilidades ou responsabilizações pelas omissões e mal feitos !

    Basta vermos o caso da Paranaprevidência, tem tantos conselheiros e a instituição está à beira da falência (deveria ter em investimentos, desde 1998, mais de R$ 20 bilhões e só tem em torno de R$ 7 bilhões) e o que fizeram os tais conselheiros (omissão total) !

    Se essa farra com o erário acabasse, quanta economia, NÃO ?

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