Um texto de estudantes de medicina da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná relata os momentos finais do colega José Joaquim Nicurgo Rosa Martins, de 21 anos, que morreu na madrugada de domingo sozinho no apartamento dele, no bairro Campina do Siqueira em Curitiba. O texto viralizou nas redes.
Durante horas, José Joaquim pede socorro e relata a amigos via mensagens de WhatsApp e telefonemas as dores que vinha sentindo e os atendimentos médicos (ou falta deles) que vinha suplicando no Hospital Evangélico-Mackenzie (mesma instituição da faculdade em que estudava) e, posteriormente, numa UPA.
Quando o socorro chegou já era tarde. Tentativas de reanimação não deram resultado e o jovem morreu.
O Contraponto entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital Evangélico-Mackenzie e aguarda posicionamento da instituição.
Veja a cronologia dos últimos momento de José Joaquim:
Sobre o dia mais triste do ano e talvez da vida
Dia 10/05, na madrugada de sábado para domingo, Joaquim manda no nosso grupo que ele está passando mal, que acha que vai vomitar, e fala que está com uma dor muito estranha mas bem forte, e que era uma dor difusa na parede do abdômen, e não nas vísceras. Com o passar do dia, ele vai contando que mal conseguiu dormir por causa da dor, e vai dando alguns detalhes, diz que é uma dor em epigástrio e hipocôndrio esquerdo, mas que irradia pro dorso também.
No final da tarde, 18:43, ainda domingo, conta que acordou da soneca com muita dor, como se algo tivesse explodido na barriga dele, e então ele corre pro hospital evangélico, diz que nem pensou em ir numa UPA. Dai ele diz que não atenderam ele no hospital, mesmo não tendo ninguém no PS, mesmo falando que era acadêmico, e mesmo a médica estando sem atender nenhum paciente, e ainda diz “e a minha pressão tava alta”.
Ele diz que a médica falou que não podia atender ele porque não era protocolo. Então diz “to morrendo aqui na porta do hospital, esperando o uber”. Ele pega o uber e vai pra upa do campo comprido, chega lá 19:08. Tinha só dois pacientes na frente dele.
20:25 ele falou que estava tomando medicamento: omeprazol, plasil e dipirona. Disseram pra ele que podia ser pancreatite, mas nesse horário ainda não tinham pedido exame de sangue.
21:12 ele disse que a dor não melhorou e que só agora iam fazer o exame. Dai ele fala que vai tomar Tramal, e que o resultado do exame sai só umas 3 da manhã. 22 horas ainda não tinha melhorado a dor.
23:48 ainda não tinha melhorado nada a dor.
01:16 ele mandou no nosso grupo que estava em casa, que os exames tinham voltado negativo para pancreatite. Passaram receita de remédio para estômago para ele tomar por 30 dias. E então ele diz que ainda está com dor mas menos do que antes.
5:45 ele manda: socorro.
5:55: pf, vou morrer.
5:56 ele liga pra cada uma das meninas do grupo, mas só a (*) atendeu. E ele pede ajuda. Ele mal consegue falar no telefone. Ela fala pra ele se acalmar e que vai pedir ajuda. Então a (*) me liga pra me avisar. Liga de novo pro Joaquim pra pegar o endereço certinho, e desliga a chamada com ele pra chamar o Samu. Desde a primeira vez que ele falou com ela até chamar o samu pela primeira vez, durou uns 5 minutos.
Nisso ele nunca mais respondeu nenhuma mensagem, não atendeu nenhuma ligação nossa. O atendente do samu diz que não pode mandar ninguém sem ter alguém lá pra abrir. Então eu e ela começamos a ligar pra pessoas que moram no prédio dele.
Ela conseguiu falar com o (*), que 6:28 tava na porta dele. Ligamos de novo pro Samu, pra avisar que tinha gente pra abrir, que podiam mandar sim a ambulância.
6:51 samu chegou, mas não podiam arrombar a porta, pois é crime, então tiveram que chamar os bombeiros pra arrombar.
Bombeiros chegaram 07:16. Ele já estava desmaiado. Tentaram por bastante tempo a reanimação, entubaram, 7 injeções de adrenalina… a (*) tinha ido pra lá e avisou que finalizaram o atendimento dele 7:57.
Como ele tinha um corte no queixo, chamaram a polícia para abrir inquérito. Mas esse corte deve ter sido por alguma queda, algo assim, já que ele tava passando bem mal e fraco. Enfim, a polícia foi lá junto com a criminalística, tiram foto de tudo, tiraram foto das conversas no whats, perguntaram pras pessoas que tiveram mais contato e etc. Saiu a liberação do pré laudo, indicando que ele teve uma pancreatite necro hemorrágica.
Enfim, o que nos resta agora, é esperar. Esperar a família dele ir atrás dos prontuários, e decidir o que fazer, com quem conversar e etc. Essa decisão é deles. Cabe a nós, como amigos e colegas e, mais que isso, estudantes da Mackenzie, perguntar e pedir um posicionamento oficial da faculdade/ hospital, sobre o que aconteceu, em tom pacífico, sem ameaças.
Se houve realmente erro por parte do Hospital, a gente vai descobrir e vamos fazer de tudo para que nunca mais aconteça, a gente vai lutar pelo Joaquim, e principalmente por tudo que ele criticava, que era a negligência médica.
Fiquem bem. É isto. Amamos você Joaquim.


Quando coxinhas médicos fazem colocações aqui sobre Lula e Dilma, como li acima, está mostrando q suas revoltas pelo ocorrido é discurso político a serviço dos bolsominions fascistóides e seu mito de araque. Em respeito ao drama do rapaz não vou discursar em relação aos ex-governantes que reteram como puderam o ataque das corporações e agências americanas no estraçalhamento do Brasil, em que pese os limites deles e do partido, canibalismo da Pátria agora a todo vapor com os pintados de verde-amarelos sonegadores da soberania nacional.
Minha mãe também,há 5 anos,hospital lotado,ela mal,trombose,,e nada de medicamentos só para a dor,,era madrugada ela gemia muito,chamara a enfermeira,veio e só olhou e saiu,,continuo a gemer muito.Chamado nvte,falou com o médico q estava na sala ao lado,só mandou aplicar uma injeção,,ela não durou 15 minutos,,Não me tira da cabeça q foi uma letal q deram,pois suou muito,e babava,dai levaram para sala de emergência,e logo vieram dar a notícia,,Ano novo,litoral,hospital lotado,nos corredores.PODEM me criticar a vontade..pois odeio a Dilma e o Lula,estavam na Europa passando o ano novo,e as pessoas morrendo nos corredores,,Dai não se faz COPA DO MUNDO,com hospitais,
A Medica que não o atendeu no Mackenzie e o médica que o atendeu na UPA deveriam ter seus nomes divulgados pra que todos possam fugir desses profissionais q não podem ser chamados de médicos! Fico muito braba quando leio uma notícia dessas e não contam quem são os responsáveis, nesse casos “médicos” , se eles não respeitam o juramento q fizeram, pq vamos respeitar a ética com eles?
Essa coisa de contar o milagre e não contar o santo, tira a veracidade da notícia!
Em relação a amizade, adianta os amigos agora postar esse textão? Não o ajudaram também quando ele precisava, foram negligentes igual aos profissionais de saúde. Infelizmente ele não voltará mais, mas é importante que a família se manifeste para que não aconteça com outras pessoas. Sinto muito e que Deus conforte o coração dos familiares.
E os colegas, pelo q li o rapaz pediu mta ajuda, não tinham como agilizar isso e ficarem menos na internet ? Agora só homenagens nas redes sociais, adianta nada!!Hospital Evangélico era bom!!Pelo jeito virou Hospital Hotel Mackenzie”, venderam p não ter q fechar as portas…coitado do rapaz, que descaso com ele…?????
Jovem trabalhando de frente c/ o perigo e ter o pedido de Socorro negado revoltante cade os diretos desses profisionais da aréa da Saúde. tem que mudar isso. ….Socorro?
O que me estranha e o fato de ele ter pedido ajuda aos colegas e NENHUM se prontificou para ir no apartamento para ajuda/lo!
Que triste solidão!
A área médica precisa se reinventar, muita sacanagem
O hospital Evangélico tem a obrigação de apurar os fatos e a negligência médica ocorrida com o Jose Joaquim, um absurdo o que aconteceu.
Terrivelmente triste.
Meu Deus que triste. Como uma coisa assim é do cotidiano da nossa vida? Todos nós morremos um pouco com esse piá.
O caminho é fazer justiça com as próprias mãos. Olho por olho, dente por dente.
Pena de morte para os que negligenciaram. Se não for possível aplicar pena de morte física, que este blog nos ajude a aplicar a morte moral aos que negligenciaram nosso amigo. Tantos sonhos. Tanta luta. Tudo destruído.