O primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Gugu Bueno (PSD), leu no início da sessão plenária desta segunda-feira (5) ofício encaminhado à Casa pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) comunicando que acatou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) e mais três pessoas.
O ofício foi encaminhado pelo desembargador Claudio Smirne Diniz, relator da ação penal por peculato. São réus nessa ação, além do deputado Ricardo Arruda, Débora Moreira Cezar, Fernando Aparecido Julião e Fabio Abel Manfrin Nonato. A ação tramita desde 2017. O MPPR aponta uma série de irregularidades que configurariam o crime de peculato. O deputado chegou a ser alvo de uma operação do Gaeco em 2023 nesta mesma investigação.
A comunicação do TJPR à Alep cumpre exigência constitucional, que dá ao Legislativo a prerrogativa de pedir a suspensão do processo até o fim do mandato do deputado. Arruda disse da tribuna da Alep que a denúncia contra ele é infundada e que não quer a suspensão do processo. “Sou inocente e confio na Justiça”, afirmou.
O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o parlamentar, disse que o seu cliente é inocente. “Em relação ao ofício encaminhado pelo órgão especial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná à Assembleia Legislativa para a possível suspensão do curso do processo, já antecipamos ao presidente da casa e aos pares que não temos interesse que esse processo seja suspenso. E por quê? Porque o inocente quer sua inocência declarada. O inocente quer ser inocentado”, disse.
