O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa de intenção de votos da Paraná Pesquisas, contratada pelo Partido Liberal (PL), com números da corrida para o governo do Paraná e para o Senado. A impugnação foi determinada pela desembargadora eleitoral Sandra Bauermann em resposta a uma representação apresentada pelo diretório estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A informação é do portal HojePR.
A medida liminar impede a divulgação dos resultados da pesquisa registrada sob o número PR-06254/2026. O levantamento havia sido contratado pelo Partido Liberal (PL) e estava previsto para ser divulgado nesta sexta-feira (6). O diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, disse ao portal que o instituto já entrou com recurso no TRE-PR. “Decisão da Justiça a gente não comenta, a gente acata, mas já estamos recorrendo da decisão”, disse ele.
Na ação protocolada na Justiça Eleitoral, o PSB pediu a impugnação do registro da pesquisa e a suspensão de sua divulgação. O partido sustenta que o levantamento apresentaria falhas formais e materiais capazes de comprometer a neutralidade do questionário aplicado aos eleitores e, consequentemente, a confiabilidade dos resultados.
Entre os argumentos apresentados pelo PSB está a alegação de que o questionário teria caráter indutivo, ao associar alguns pré-candidatos a padrinhos políticos de grande visibilidade nacional ou estadual, enquanto outros nomes apareceriam sem qualquer referência semelhante. No formulário analisado pela Justiça Eleitoral, alguns pré-candidatos foram mencionados com indicação de apoios políticos, como “Requião Filho com apoio do presidente Lula”, “Giacobo com apoio de Bolsonaro” e “Guto Silva com apoio do governador Ratinho Junior”.
Segundo o partido, essa forma de apresentação poderia induzir o eleitor entrevistado, criando vantagem indevida para determinados pré-candidatos e violando o princípio de igualdade de condições entre os concorrentes.
Outro ponto questionado foi a construção dos cenários de segundo turno. De acordo com a representação, o questionário incluía o nome do pré-candidato Sergio Moro em todos os cenários simulados de disputa direta, enquanto outros nomes, como o de Luiz França, não apareciam nessas projeções. Para o PSB, essa estrutura poderia reforçar a presença de um candidato específico e influenciar a percepção dos entrevistados.
