Tiros podem apressar a transferência de Lula

(por Ruth Bolognese) – Pela segunda vez no Paraná atira-se nos integrantes que acompanham o ex-presidente Lula, primeiro na estrada, durante a caravana, e agora no acampamento que o PT batizou de Marisa Letícia, em permanente vigília desde a prisão.

É óbvio que a situação começa a se radicalizar, de qualquer ângulo que se observe. Como se dizia antigamente, “isso ainda vai dar morte”. E na madrugada passada, quase deu.

O próprio PT reconhece que a secretaria de Segurança do Paraná está empenhada em esclarecer os fatos deste sábado, mas até agora, um mês depois, não há informação sobre quem disparou os tiros de garrucha contra ônibus da caravana que atravessava o estado em direção a Curitiba no mês de março.

A primeira medida que deve ser tomada pelas autoridades de segurança será a transferência do ex-presidente para um outro local, onde a distância dos acampados venha a inibir as manifestações. Os pedidos para isso partem da própria Polícia Federal e da prefeitura de Curitiba.

Mas não há garantia nenhuma que seja a solução mais adequada: o PT e suas lideranças estão mantendo o interesse por Lula na mídia, principalmente internacional e independente do local onde Lula estiver preso, a gritaria vai continuar. Espera-se a chegada de deputados de vários países latinos americanos, do Parlasul, por exemplo. E cada negativa de visita é mais manchete.

2 COMENTÁRIOS

  1. “O fato é que a boca fechada de Borghetti, Moro, Dallagnol, Alckmin, Dias e outros tantos funciona, na prática, como um salvo conduto a quem disparou contra os manifestantes – e para que outros ataques do tipo venham a ocorrer.”

    este é uma parte de um artigo do The Intercept Brasil que resume bem o que ocorre no Paraná.

    O ContraPonto tambem tem sua parcela de culpa. Levar 2 dias para dar a noticia e ainda por cima focando na transferencia da vitima indica bem o que viru o Paraná de hoje.

    O ContraPonto devia reoudiar, mas como manda o manual do bom paranaense fica calado se fazendo de morto que nem o senador submarino.

    Qual a diferença entre este comportamento e daqueles que na decada de 30 na Alemanha não condenaram o ataque aos judeus?

  2. Perfil do pessoal acampado: Desempregados em consequência das gestões petistas, afinal, queiram ou não, FHC plantou a árvore, Lula colheu os frutos e Dilma meteu-lhe o machado. Mais: “biqueiros”, “diaristas”, nem sabem o que fazem lá, sindicalistas remunerados e comissionados. Os políticos que lá aparecem, querem mais é se aproveitar politicamente da ocasião, colher material – fotos, para a campanha que se avizinha.
    Uma palhaçada, para não chamar de afronta.

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