O senador Alvaro Dias defendeu que o Brasil aprimore os critérios para aplicação da Convenção de Haia de 1980 — Sequestro Internacional de Crianças. Ao ocupar a tribuna nesta quinta-feira (14), ele relatou o drama da psicóloga e professora universitária curitibana Valéria Ghisi, vítima de uma decisão da justiça da França que transferiu para o pai – cidadão francês residente em Paris -, a guarda da filha de seis anos.

Alvaro acusou a Advocacia Geral da União (AGU) de falhar na defesa de Valéria, que voltou para o Brasil em 2016 após ser vítima de violência doméstica registrada na polícia parisiense. Decisões da justiça francesa que obrigaram a entrega da garota ao pai foram obedecidas pelas autoridades brasileiras sem questionamento, incluindo a condução coercitiva de Valéria, cumprida pela Polícia Federal, para o embarque de mãe e filha em voo de Curitiba para Paris em novembro de 2016.

Em agosto passado, o Tribunal Regional Federal (TRF4) reverteu decisão anterior e determinou o repatriamento da criança, medida até agora não cumprida em razão da leniência do governo brasileiro. Além de Alvaro Dias, os outros dois senadores paranaenses (Flávio Arns e Oriovisto Guimarães) mantiveram audiência conjunta com o ministro Sergio Moro há 45 dias, mas ainda não obtiveram resposta.