Salvos pelo gongo

(por Ruth Bolognese) – Há uma lenda urbana que garante que a sorte acompanha governador Beto Richa e o livra de todos os males. Na época do Collor chamavam isso de efeito Teflon, porque nenhuma denúncia gruda no candidato. Pode até ser. Os dramáticos acontecimentos de Brasília, um inacreditável montante de R$ 51 milhões em espécie jogados dentro de caixas de papelão e malas num apartamento de Salvador, constrangimentos sobrando para o Ministério Público e até para o STF transformaram os R$ 20 milhões desviados de escolas do Paraná num traque.

Aparentemente mais sossegados, tanto o governador, como o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni, o presidente da Assembleia , Ademar Traiano, o deputado Plauto Miró e todos os altos funcionários do Governo citados na Operação Quadro Negro já se preparam para o feriado de Sete de Setembro. E torcem para que a pauleira da imprensa continue se concentrando nas conversas bêbadas daquele açougueiro de Goiás que pretendia controlar todas as instituições brasileiras.

Mas existe sempre o dia depois do amanhã. E com a bunda virada pra lua, ou não, todos eles vão ver vestir o terninho escuro e começar a segunda-feira nas atividades.

 

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