(por Ruth Bolognese) – O fator determinante da eleição de Outubro não é a renúncia do governador Beto Richa no dia 7 de Abril para concorrer ao Senado. Essa já está praticamente tomada e interessa muito mais à família Barros, que assume o Palácio Iguaçu por 9 meses, do que ao Paraná.
O que vai apontar o rumo das candidaturas e o nome do próximo governador é a decisão do ex-senador Osmar Dias sobre o PSB, o partido do ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci, dos deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli e Alexandre Curi.
A análise é de um articulador que acompanha de perto – e em contato constante- com o ex-senador, e que está na dependência dessa decisão para se descompatibilizar em abril do cargo que ocupa atualmente.
Se acertar os ponteiros com o PSB, Osmar Dias se fortalece e se torna um candidato com potencial para fazer valer nas urnas o potencial de votos que as pesquisas apontam. Sai do isolamento para entrar na disputa porque ganha tempo precioso no horário eleitoral, acaba com a fama de indeciso e reúne deputados tradicionais, com grande poder de fogo.
E, no mesmo patamar de importância, poderá atrair partidos da importância do PPS, de Rubens Bueno e parte do MDB sob a liderança do deputado João Arruda, que procura um líder para chegar, indiretamente, mas com força, ao Palácio Iguaçu.

O PSB é muleta do Richa.
O Osmar vai de Richa ?