Ricardo Barros processa Renan Calheiros por abuso de autoridade e denunciação caluniosa

O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, está processando o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), por abuso de autoridade e denunciação caluniosa. O deputado solicitou, nesta terça-feira (26), ao procurador-geral do Ministério Público Federal (MPF) a abertura de notícia crime no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O relatório final da CPI da Pandemia não possui materialidade. Está baseado em narrativas que foram desmontadas. Todos os depoentes ouvidos negaram a minha participação na negociação das vacinas. Foram quebrados sigilos meus e das minhas empresas e nada foi encontrado. A denúncia é abuso de autoridade”, disse o líder do governo.

A defesa de Barros expõe também a parcialidade da condução da Comissão e a utilização da CPI como instrumento de ativismo político da oposição contra o Governo. Destaca a demora para o agendamento do depoimento de Ricardo Barros e o cerceamento à defesa causado pela interrupção da oitiva do líder do governo em 12/08.

“Demonstra o completo descompromisso da CPI da Pandemia com a apuração da verdade dos fatos. Ficou indisfarçável a tentativa proposital da CPI de ignorar a realidade trazida a partir dos elementos de prova levantadas, preferindo agarrar-se à narrativa que criaram. Tudo com a finalidade última de atacar o Governo”, frisa o documento.

Temas – A ação protocolada no STF rebate com documentos e transcrições das oitivas da CPI todos os pontos apresentados pelo senador Renan Calheiros no relatório final: a apresentação de emenda à MP 1.026/2021, o diálogo do deputado Luís Miranda e o presidente Jair Bolsonaro, a relação com o FIB Bank, a indicação do servidor Roberto Ferreira Dias, a participação nas negociações das vacinas Covaxin e Cansino e a relação com o suposto “Gabinete do Ódio”.

“As provas levantadas pela CPI da Pandemia não servem de suporte mínimo para as conclusões que o relatório final chegou. As amplas quebras de sigilo aplicadas em desfavor do noticiante e das empresas das quais é sócionão confirmaram qualquer conduta irregular de sua parte. Nenhum dentre os numerosos depoimentos colhidos pela CPI da Pandemia confirmou a versão defendida pelo Senador Renan Calheiros em seu relatório final”.

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