Os secretários Guto Silva (Casa Civil) e Valdemar Jorge (Planejamento) foram à Assembleia nesta tarde de segunda-feira (11) para apresentar o texto da reforma administrativa que o governo Ratinho Jr. enviará amanhã para votação dos deputados. O projeto extingue 13 secretarias (de 28 para 15) e não tramitará em regime de urgência, visando a dar tempo para amplo debate parlamentar.

Segundo os dois secretários destacaram durante explanação aos líderes das bancadas, a reforma vai garantir uma economia anual de R$ 10 milhões para os cofres públicos – quase nada em comparação ao orçamento geral do estado, de R$ 50 bilhões. Ou, como disse um irônico deputado situacionista, se for considerado apenas como instrumento de economia, o projeto equivale ao caso “da montanha que pariu um rato”.

O mesmo deputado, porém, ainda guarda a esperança de que a economia de recursos não deverá ser tida como ser foco principal das discussões, mas se a redução das estruturas vai mesmo dar melhor eficiência para a máquina administrativa, que é o que mais importa, afirma.

Ao mesmo tempo, porém, em que o projeto diminui o número de secretarias, cria cargos de superintendentes diretamente vinculados ao governador “para dar agilidade a projetos estratégicos para o estado”, com competência para atuar em mais de uma área.

Segundo Guto Silva, a reforma administrativa foi construída ao longo dos últimos meses por uma equipe técnica do governo e especialistas da Fundação Dom Cabral, contratada para assessorar a composição das pastas. A economia será de R$ 10 milhões ao ano apenas com cargos e os respectivos encargos. “Nós queremos dar vida ao processo de redução. Além da economia, o projeto mostra a sinergia do governo, para que as decisões possam chegar de forma mais rápida e eficiente ao cidadão em forma de política pública”, afirmou. “Nós vamos enxugar cargos menores e potencializar as gerências. Isso vai atrair mais técnicos para a gestão”, completou.