O candidato a governador Ratinho Jr (PSD) tomou medida inteligente ao convocar cinco experientes políticos e administradores públicos para “filtrar” (relembre aqui) o que ele deve dizer em público, aconselhá-lo sobre posições que deve tomar, ajudá-lo a fazer um plano de governo e protegê-lo das naturais armadilhas de época eleitoral.
O chefe desta equipe é o deputado, ex-ministro (três vezes) e ex-secretário (inúmeras vezes) Reinhold Stephanes. Escolha mais que acertada.
Mas o “filtro” de Ratinho deve ter falhado em pelo menos um dos outros quatro componentes do núcleo duro da sua campanha: o médico oftalmologista e ex-diretor do Instituto Médico Legal (IML), Leon Gruppenmacher, que por poucos meses ocupou a secretaria de Segurança Pública na primeira gestão de Beto Richa.
Durou pouco no cargo. Primeiro, porque, embora oftalmologista, não enxergava bem os problemas da segurança pública. Segundo porque teria trocado os pés pelas mãos quando, a pretexto de comprovar a eficácia de aparelhos de espionagem que trouxera de Israel e que pretendia importar, fez teste de espionagem à distância do apartamento do governador e gravou secretamente e algumas conversas familiares. Ratinho pode correr o mesmo perigo.
Beto Richa soube da estripulia do secretário e, no dia seguinte, exonerou-o do cargo. Gruppenmacher foi se abrigar em gabinetes amigos no Tribunal de Contas, que nunca justificou a necessidade de ter no seu quadro um médico legista.
O governador também não estava bem da visão quando nomeou o substituto de Gruppenmacher na Segurança: escolheu o delegado Fernando Francischini, o homem que causou o primeiro grande e irreparável desastre na biografia de Richa – foi ele quem comandou a operação que ficou conhecida como o “massacre do Centro Cívico”, em 29 de abril de 2015.

Grupenmacher esta no grupo apenas para equilibrar as disputas entre delegados e coronéis.
Mas fale do Wilson, menino do Requião. Tão competente que aproveita as reuniões com as lideranças para fazer a campanha do Requião.
Fale do Ortigara, menino do Beto. Escanteado, agora que o Michelleto assumiu a interlocução com o agronegócio. Sem falar que carrega o estigma de ser da equipe do Beto traidor.
Do Reinold
o filtro falhou também no caso do veteraníssimo deputado federal Stephanes. Foi ele quem enterrou o Banestado no governo Lerner. Dos outros”filtros” nada a dizer porque irrelevantes e apenas figuras sem expressão.