O governador Ratinho Junior (PSD) afirmou nesta segunda-feira (9), em São Paulo, que não vê uma eventual chapa do seu partido como uma “terceira via” nas eleições presidenciais, mas na verdade como uma “alternativa à sociedade brasileira”.
Em evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), realizado na manhã desta segunda-feira sobre os projetos para o Brasil, o governador do Paraná afirmou que não vê sua pré-candidatura “como terceira via, eu vejo como uma alternativa à sociedade brasileira, o que nós estamos construindo. Primeiro porque as pessoas não estão focadas em eleição. A gente sabe que a imprensa e que os atores políticos, sim, mas as pessoas estão vivendo seu dia a dia. Nem Copa do Mundo, que é uma paixão natural brasileiro, a gente vê tanta discussão”.
Metodologia de gestão
Ratinho Júnior também destacou a necessidade de planejamento de médio e longo prazo no Brasil. “O País precisa ir além de programas de governo e construir um projeto de geração. Cada prefeito ou governador cuida apenas dos seus quatro anos de mandato e o próximo que resolva. Não aprendemos a planejar a médio e longo prazo”, afirmou.
O governador disse ainda que o debate nacional não deveria se concentrar em ideologia, mas em metodologia de gestão. Ele se definiu como alguém do campo da centro-direita, defendendo liberdade econômica, liberdade de expressão e políticas de valorização da vida.
Para o governador paranaense, a população brasileira demonstra cansaço com o ambiente de polarização política. “Hoje, cerca de 70% da população não aguenta mais essa briga. O Brasil precisa de paz institucional e planejamento de médio e longo prazo”, enfatizou.
Justiça social
Ratinho Júnior também ressaltou a importância das políticas sociais e defendeu que elas devem estar presentes em qualquer campo político. “A justiça social precisa ser uma obrigação do poder público, estendendo a mão para quem mais precisa”, disse.
Ele ainda falou sobre um Estado menos pesado para o trabalhador, com menor carga tributária, e destacou o potencial do Brasil para agregar valor à produção agrícola. “Não basta produzir alimentos. Precisamos industrializar, exportar produtos com maior valor agregado e gerar riqueza dentro do País”, concluiu.
