Ratinho, a despedida

O deputado Ratinho Jr. deixa a secretaria de Desenvolvimento Urbano na segunda-feira. Volta para a Assembleia Legislativa, onde comandará as bancadas de seus dois partidos (PSD e PSC) e se dedicará à campanha para governador do estado.

Por que tão cedo deixar a secretaria? – perguntamo-nos todos. Ele poderia fazê-lo em abril do ano que vem, cumprindo o prazo legal de desincompatibilização de seis meses anteriores à data da eleição.

Livra-se da burocracia que a secretaria lhe impunha, mas perde a oportunidade de continuar “ajudando” os prefeitos com campinhos de grama sintética e verbas de financiamento para pavimentação de ruas – tarefas que lhe rendiam visibilidade.

Por que sair tão cedo? Por que a foto de Beto Richa num parque de Nova Jersey junto a um “ratinho” foi ofensiva ou hipócrita? Ou talvez porque politicamente lhe seja mais conveniente fazer campanha à distância do grupo político do governador? Para se sentir mais livre para buscar alianças com os poucos campos políticos formais que não aderiram ao governo? Por saber que Beto Richa terá de afinar suas cordas com o maestro Ricardo Barros que quer vê-lo apoiando a candidatura da vice Cida Borghetti, sua mulher?

Todas as hipóteses são válidas. Mas podem existir outras, ainda guardadas em sigilo.

 

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