Quem pode comer lagosta, come! Qual é o problema?

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Ao confirmar a indicação do desembargador Kassio Marques para a vaga no STF que vai ser deixada pelo ministro Celso de Mello, o presidente Jair Bolsonaro já saiu defendendo seu escolhido pelas críticas generalizadas que recebeu.

Uma das referências que se faz à duvidosa atuação de Marques como juiz no TRF1 (Distrito Federal) foi a decisão que tomou em 2019 de liberar o cardápio escolhido por Dias Toffoli para refeições de gala no Supremo. Além de vinhos finos, o cardápio – questionado em ação judicial – trazia a inclusão do caríssimo crustáceo para saciar o paladar dos mais ilustres comensais. A licitação para fornecer a encomenda do STF custa mais de R$ 1 milhão por ano.

Na live que leva ao ar em sua página no Facebook às quintas-feiras, Bolsonaro aproveitou a desta semana para responder aos críticos:

Vão desqualificar o desembargador só porque ele deu uma liminar para retornar o cardápio do Supremo. Se um juiz de 1ª instância diz que não pode lagosta, o outro pode dizer que não vale batata frita. O outro, por exemplo, que é vegetariano, “não, vamos acabar com a carne vermelha no STF. Não tem nada demais comer lagosta. Nada de mais. Qual o problema comer lagosta? Quem pode, come. Quem não pode, não come. E não é isso para desqualificar.

A análise de Bolsonaro beira o primarismo. De fato, quem pode comer lagosta, que coma – mas que pague do próprio bolso e não custa do contribuinte, objeto da ação do judicial que tentava impedir este gasto no STF, mas que o desembargador Kassio Marques também achou normal.

O presidente também negou que o desembargador seja desarmamentista, disse que ele é católico, “é família” e afirmou que já “tomou muita tubaína” com o escolhido.

— Ah, falam que ele é desarmamentista. Não tem nada a ver. Conversado com ele, já conheço ele há algum tempo, já tomou muita tubaína comigo. A questão de família. Ele é católico, é família. Tenho certeza que vocês vão gostar do trabalho dele no Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro também perguntou: “Vocês querem que eu troque o Kassio pelo Sergio Moro?”

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