Que tal dar um tempo?

Havia um tempo em que os eleitos saiam em viagem de descanso logo após as eleições e, assim, conseguiam baixar a própria bola, deles e dos eleitores. Sumiam e só voltavam um tempo depois para dar início à transição. Era bom porque permitia que os dois lados respirassem um pouco das emoções eleitorais.

Agora, o presidente eleito Jair Bolsonaro começou a governar até um pouco antes da vitória, num frenesi de decisões, anúncios e sinais simbólicos que, se bobear, até a posse parte da equipe terá que ser substituída para modernizar a gestão.

Tanta pressa já levou Jair Bolsonaro a recuar na decisão de colocar ruralistas e ambientalistas num mesmo ministério e expôs o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, a críticas que só atingem os escolhidos depois de meses de trabalho. No caso de Moro, se já estava tudo combinado durante a campanha, mais um motivo pra adiar o anúncio do novo super ministério e preserva-lo por mais tempo.

O fato é que o grupo de Jair Bolsonaro vai assumir um Boeing deste tamanho daqui a dois meses sem ter um projeto claro e preciso sobre o que fazer. É uma característica de partidos da hora e do sucesso inesperado e, no caso, de um resultado eleitoral que veio do medo e do rapto do sentimento popular anti Lula e anti PT. A pressa, sempre péssima conselheira, alimenta com Danoninho o gosto pela compulsão e pela impulsividade.

É bom começar a rezar – ou orar – pra que tudo dê certo.

2 COMENTÁRIOS

  1. na verdade ele ja esta governando pois vai ser uma continuação do governo do Vampirão.

    e com todo o respeito eu quero mesmo é que o barco vire. Isso não vai dar certo,l como o colloor também não deu.

    Torço pra que a classe media se ferre começando pelos baba ovo paranaense que acham que este negocio é pro bem do Brasil.

    Ate agora fez bem pro moro que ganhou o processo seletivo aberto em 2014 e vai ter um salario maior e uma casa so sua para não precisar mais de ganhar o auxili0o moradia.

    Aguardarei com ansiedade a formação da equipe do politico0 que era juiz pra ver quem mais se premiado pela caçado ao PT.

  2. Os prezados não deram o devido desconto ao Presidente eleito. Ao que me consta dia 12 de dezembro deverá ser submetido a uma nova cirurgia e por determinação médica deverá suspender as atividades durante, no mínimo, 15 dias. E se fosse viajar logo após a vitória, também receberia críticas, a começar pelo destino escolhido, onde por certo, também, não escaparia do assédio popular e da brava imprensa nacional e internacional. Não é mole, não!

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