O empresário Jorge Atherino prestou depoimento ao Gaeco e confirmou que repassava dinheiro a Maurício Fanini, o ex-diretor da Educação que virou reu na Operação Quadro Negro sob acusação de desvio de verbas destinadas à construção de escolas no Paraná. A confissão reflete a essência da delação que o próprio Fanini prestou na PGR, mas diverge em duas coisas: no valor da mesada e na iniciativa da doação.
Segundo revela o repórter Guilherme Voitch, no blog Radar da revista Veja, que teve acesso aos vídeos do depoimento, Atherino repassou pessoalmente, durante uns seis meses, importâncias variáveis entre R$ 4 mil e R$ 5 mil em dinheiro vivo, após pedido de ajuda que Fanini lhe fez em encontro casual numa igreja. Após certo tempo, contribuições passaram ser repassadas por seu genro no interior de um clube de Curitiba. Fez isso porque ficou compadecido com as dificuldades que Fanini passava para pagar contas, como colégio dos filhos e condomínio. Nunca, porém, a pedido do amigo comum Beto Richa.
Na delação que prestou à PGR, Fanini conta quase a mesma história: que recebeu de Atherino durante certo tempo R$ 12 mil mensais, às vezes menos, depois por intermédio do genro em encontros no Country Club e de um outro empresário indicado por Atherino. Mas diz algo crucial que difere do que afirmou Atherino: os pagamentos foram feitos a mando de Beto Richa, como uma espécie de “cala boca” para que suportasse sozinho os processos e a prisão sem revelar coisas que comprometessem o ex-governador.
O depoimento de Jorge Atherino ao Gaeco não acrescenta nem desmente relatos importantes constantes da delação de Maurício Fanini, o que pode fazer o Ministério Público Estadual acelerar as investigações seguindo as pistas e caminhos apontados por ele e, com isto, concluir com maior rapidez o inquérito que estava sendo conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) em razão das citações a agentes públicos que detinha foro privilegiado na última instância do judiciário. Agora, todo o processo tramita na primeira instância, 9.ª Vara Criminal.

Ô Eduardo… o que é isso? Estamos no Moronhão, cujo lema é: “não vem ao caso”.
Vamos então dar razão aos 2 e concluir que rolou um cala boca.
Mas o que mais me asssusta é : como que aabril consegue ser parceira do “judiciário” do Paraná.
Alguem algum dia vai investigar como é que é a relação entre a abril, globo, antagonista de direita e outros agentes da vida politica e quem supostamente deveria ser o guardião das informações contidas nos inqueritos ?
Tudo me faz crer que rola grana nesta relação. Alguerm vende o acesso e o outro paga por ele.
Não se esqueça, ContraPonto, antes de se abraçar com a veja, quea editora esta na beira da falencia e que breve muitos jornalistas vão pra rua, graças a perda de credibilidade das informações que saem do grupo abril. E que a esta altura para a abril, a situação e de matar ou morrer na busca de recuperar um pouco de credibilidade e deixar de ser considerada apenas o diario oficial do mundo tucano.
ILAÇÕES, ILAÇÕES! Não dava um título de um tango?