O “Grego” na Igreja

(por Ruth Bolognese) – O depoimento de Jorge Atherino, o Grego, aos investigadores do Ministério Público do Paraná, revelado pela Veja, chama a atenção por dois detalhes:

1) A conversa sobre os pagamentos mensais com Maurício Fanini, o delator com informações mais detalhadas ( e comprometedoras) da Operação Quadro Negro foi dentro de uma igreja.
Ora, uma conversa dessa natureza dentro de um ambiente sagrado só pode ter como objetivo obter de Deus todo Poderoso uma compensação pelos malfeitos com recursos públicos. Se Deus concorda ou não é outra coisa.
2) A razão apresentada por “Grego” para dar a Fanini R$ 4 ou R$ 5 mil reais por mês, por no mínimo 6 meses (o receptor disse que recebeu R$ 12 mil), é insustentável: ficou com pena do amigo que passava dificuldades. Alguém aí já teve coragem de pedir para um amigo que lhe sustente a família por 6 meses ? E encontrou um amigo que topasse a parada?

As razões para Jorge Atherino ser tão magnânimo são muito mais complexas. E temos o fato, já investigado pelo Ministério Público, que foram desviados mais de R$20 milhões de recursos de escolas públicas do Paraná para a campanha eleitoral. Tudo aconteceu no Governo Beto Richa.

3 COMENTÁRIOS

  1. Aos poucos vamos obtendo compreensão do significado do que é a verdadeira política. Como os partidos poderiam ter sua “grandeza” de logística e atuação sem um CAIXA FORTE? Isto também, explica o excesso de impostos, sobrecarregando a nação. Ostensivamente, a lava jato já provou as ligações de empreiteiras, as doações…algo que não terá fim, assim como a ganância dos políticos e seus partidos. São grupos de vários segmentos, com objeto de apoderarem dos recursos públicos. Em resumo: “empresários” de faxada agindo para prover a geleia real.

  2. Sem dúvidas, estavam na igreja exercendo a fé cristã. Aliás, podiam seguir o exemplo de Zaqueu, corrupto dos tempos bíblicos, e devolver em quadruplo o que desviaram. Corrigido, atualizado e acrescido de juros, claro.

  3. É. De mentira em mentira eles vão enganando quem? O tempo vai passando, é tudo que o mandante ora “distante” quer, se distanciar até perderem-no de vista … É ruim ou quer pior.

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