O café da manhã que o presidente Jair Bolsonaro ofereceu na sexta-feira (19) a jornalistas estrangeiros rendeu mais algumas declarações polêmicas do anfitrião. Foi nele, por exemplo, que Bolsonaro disse ser “uma mentira” essa história de que existe fome no Brasil. Também foi durante o café que teceu críticas aos governadores “lá da Paraíba” – termo pejorativo para se referir ao Nordeste.

E foi depois de uma pergunta do jornalista da Agência EFE, da Espanha, que pediu sua opinião sobre o fato de a jornalista Miriam Leitão ter sido impedida esta semana por razões ideológicas de participar de um evento em Santa Catarina, que Bolsonaro abriu mais uma briga com a Globo.

Ele acusou a jornalista global de mentir ter sido torturada num quartel do Exército no Espírito Santo em 1972, aos 19 anos e grávida, quando foi presa numa praia de Vitória sob acusação de militância comunista. Para Bolsonaro, Miriam foi presa quando se preparava para viajar e se integrar aos guerrilheiros do Araguaia na luta armada contra o regime militar. Inquéritos policiais-militares e tribunais militares da época absolveram a jornalista.

A Globo saiu em defesa de sua jornalista e divulgou nota de repúdio às declarações do presidente no final do Jornal Nacional da sexta-feira.

Veja aqui, do começo ao fim: