Podemos diz que não apoia impeachment de Bolsonaro

Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (8), o partido Podemos informou que não vai apoiar eventual processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A nota é assinada pela deputada federal Renata Abreu (SP), presidente nacional do Podemos; pelo senador Alvaro Dias (PR), líder no Senado; e pelo deputado federal Igor Timo (MG), líder na Câmara dos Deputados.

As bancadas na Câmara e no Senado decidiram que vão seguir “reforçando sua posição de partido independente e de defesa do Brasil”, o que inclui o apoio ao projeto de terceira via para a corrida presidencial de 2022.

Eis a íntegra da nota do Podemos:

“As bancadas do Podemos na Câmara e Senado, em reunião na manhã desta quarta-feira (8), avaliaram os últimos acontecimentos, e decidiram:
O Podemos seguirá reforçando sua posição de partido independente e de defesa do Brasil, votando no Congresso a favor e contra o Governo, sempre que entender necessário, mantendo-se fiel às suas bandeiras, como o combate à corrupção e o fim do foro privilegiado, e vigilante pela preservação das instituições democráticas, rejeitando toda e qualquer bravata autoritária em todos os poderes;
Essa posição de independência do Podemos inclui um projeto de terceira via para o País, em que o partido tem seus próprios nomes para a disputa presidencial de 2022. Mas também participa do movimento de convergência do centro político, que poderá resultar em um nome de consenso para representar a maioria da sociedade brasileira, ainda indecisa;
Por fim, o Podemos descarta aderir ao movimento de impeachment do Presidente Jair Bolsonaro, por entender que a abertura de uma nova crise política, em meio à pandemia do coronavírus, desemprego e crise econômica, só agravaria o sofrimento das camadas mais vulneráveis, que já vivem em situação de extrema dificuldade.
Portanto, o Podemos trabalha para solucionar os problemas da vida real do brasileiro e pacificar o País, e entende que disputas políticas devem ser resolvidas por meio das urnas, nas eleições de 2022″.

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