A parceria da mulher de Moro com Alvaro Dias

Duas conhecidas personalidades do Paraná se uniram no início do ano para apresentar um projeto de lei no Senado: o senador Alvaro Dias, pré-candidato à Presidência pelo Podemos, e a advogada Rosângela Wolff Moro, mulher do juiz Sergio Moro.

O PL 22/2017 trata da criação de um “fundo de reserva” nas parcerias entre a administração pública e organizações da sociedade civil, “a ser utilizado para atender a situações emergenciais, imprevistas ou imprevisíveis”.

O projeto foi protocolado a pedido de representantes das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), entre eles Rosângela, procuradora jurídica da Fenapaes (Federação Nacional das Associações). Eles afirmam que atrasos nos repasses têm prejudicado a saúde financeira das instituições.

A matéria está pronta para ser votada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, após posicionamento favorável do relator.

As Apaes são entidades civis que têm como missão a defesa dos direitos e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, por meio, por exemplo, de educação especializada. Procuradora da Fenapaes desde 2013, Rosângela foi convidada pela ONU a discursar sobre as associações em 2016.

A advogada defende causas da entidade em 33 dos 49 processos vinculados ao seu registro na OAB, na Justiça Federal do Paraná.

(Folha de S. Paulo, reportagem de Ana Luiza Albuquerque)

2017-12-10T14:02:57+00:00 10 dezembro - 2017 - 11:56|Brasil, Paraná, Política|4 Comentários


4 Comentários

  1. Eduardo Pereira 10 de dezembro de 2017 em 14:52 - Responder

    Bom o ContraPonto trazer isso . O lobby das Apaes foi o principal obstáculo à Educação Inclusiva, aquele tipo de educação que tras os deficientes para perto de outras pessoas e não as segrega. Diga-se que o meritorio trabalho das Apaes sempre foi bem remunerado e por mais dificuldades, nunca ouvi que estavam passando a sacolinha como agora.

    A advogada lobista é parceira de um advogado nesta missão na Apae que é um dos advogados que trabalham junto ao marido da advogada com delações premiadas.

    A advogada tambem trabalha no escritorio do zucolotto que pediu grana pro Duran pra amolecer na multa da lava jato, claro que recebendo por fora.

    Ou seja cavaram e atrapalharam a Educação Inclusiva pelo desejo de continuar a ganhar grana das APAES. Duvido que a bacana trabalhe de graça, nas horas vagas apenas pela vontade de ajudar o proximo. O proximo neste caso , pode ser ate o maridão que tem muita coisa pra esconder em relação ao amigão e padrinho de casamento.

    E sou contra este tipo de apadrinhamento. O estado estava no caminho de inlcuir e deixar de segregar que é bem coisa de paranaense que não consegue entender que é melhor brigar juntos que chorar separados.

  2. ze 10 de dezembro de 2017 em 18:59 - Responder

    Muito estranho, pra não chamar de hipócrita, defensores de um estado mínimo defendendo verba estatal, pra entidade privada.
    Pq os excepcionais tem que viver isolados em guetos chamados APAES, que sociedade inclusiva é essa?
    Como as crianças vão aprender a respeitar se não convivem com os diferentes?
    A caixa preta das APAEs põem a de qualquer sociedade de economia mista no chinelo.

  3. ze 10 de dezembro de 2017 em 19:12 - Responder

    Pra fazer o CONTRAPONTO segue as palavras da Procuradora Regional Eugênia Gonzaga na mesma matéria:
    “A Fenapaes vem sendo um grande empecilho para a inclusão”, afirma a procuradora regional Eugênia Gonzaga. “É uma entidade que contrata sem concurso público, que compra sem licitação.”

  4. Ricardo R 10 de dezembro de 2017 em 21:52 - Responder

    Xiiii. Devagar mesmo com o andor, que pelo jeito o santo é de barro bem fraquinho.

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