Fonte do 3.º andar do Palácio Iguaçu diz ao Contraponto ser compreensível o “surto oposicionista” do deputado Plauto Miró Guimarães (DEM), que na sessão da Assembleia Legislativa desta segunda-feira (11) apresentou requerimento com o “visível propósito de constranger o governador Ratinho Jr.”

Segundo a interpretação corrente no Palácio, ao pedir explicações sobre o uso da avião da Copel nas viagens oficiais e insinuar irregularidades, Plauto tem um objetivo: quer convencer o governo a devolver-lhe feudos e cargos antes ocupados por seus indicados durante o governo Beto Richa.

Nos oito anos em que exerceu a primeira-secretaria da mesa da Assembleia, Plauto detinha forte poder de influência e pretendia manter o cargo (e a influência) nesta Legislatura, mas foi atropelado pelas articulações do deputado Ademar Traiano (PSDB) visando à sua própria recondução à presidência do Legislativo. Os acordos de Traiano significaram o sacrifício de Plauto.

Juntamente com o deputado Nelson Justus, seu correligionário do DEM e apeado da presidência da CCJ, Plauto Miró passou a compor um bloco de bancada com os dois remanescentes do oposicionista MDB, os deputados Requião Filho e Anibelli Neto.