Os milhões para salvar Temer

Até a última hora, o presidente Michel Temer faz o que pode para não correr o risco de Câmara Federal autorizar o prosseguimento de processo contra ele no STF, o que determinaria seu afastamento do cargo por 180 dias. Seriam necessários 342 favoráveis à continuidade do processo para Temer sofrer as consequências, algo impensável, mas, em todo o caso, ele acha melhor não correr nenhum risco.

Por isso, participou de banquete com deputados na noite desta terça-feira (24), pouco depois de sancionado o Refis, programa de parcelamento de dívidas com o fisco. Deputados da base aliada pressionaram o presidente a sancionar a medida provisória do Refis antes da votação da segunda denúncia. Caso não o fizesse, ameaçavam não aparecer na sessão.

Levantamentos indicam que as últimas semanas Temer negociou o equivalente a cerca de R$ 12 bilhões para conseguir os votos necessários para se salvar. Além das emendas impositivas – que são de liberação obrigatória, mas que o governo decide quando e quanto libera – que somam mais de R$ 800 milhões em setembro e outubro, sendo R$ 607,9 milhões só nos 21 primeiros dias de outubro. Também entra na contabilidade a desistência da privatização do Aeroporto de Congonhas, que renderia cerca de R$ 6 bilhões, e concessões com o Refis, abrindo mão de mais de R$ 2 bilhões.

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