Oriovisto quer congelamento dos salários dos servidores estaduais

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) apresentou emenda ao projeto de socorro emergencial (PLP 149/2019) para Estados e municípios que obriga os entes a dar contrapartidas que garantam o uso adequado do dinheiro da União e também a prestação futura das contas. O ponto principal, de acordo com o parlamentar, é o congelamento dos salários dos servidores.  A proposta se aproxima do texto originalmente enviado à Câmara dos Deputados, o chamado Plano Mansuetto – exigia medidas de equilíbrio fiscal que, no futuro, garantiriam sustentabilidade das contas públicas –  que, na análise do senador, era mais consistente. “Na Câmara, só ficou o filé”, afirmou.

“É importante dizer que apresentei a emenda assim que projeto saiu da Câmara, antes que Alcobumbre (presidente do Senado Federal ) entregasse seu relatório. Na Câmara, ficaram apenas os benefícios para os Estados. Mas há uma preocupação séria em economia. Em uma emergência, se pode gastar uma pouco mais. Depois, tem que pagar a conta. Já estou imaginando o pós-pandemia.  E uma maneira de economizar é exatamente não dar aumento de salário ao servidor por dois anos. Essa é uma cota de sacrifício, da qual estão excluídos os profissionais de saúde. Todos os demais teriam que dar a sua cota de sacrifício”, explicou o senador. Para o pessoal da saúde, que estão diretamente ligado ao combate do coronavírus, continua a permissão de gratificações e contratações temporárias.

De acordo com o parlamentar paranaense, os prefeitos e governadores precisam colaborar, “senão fica muito fácil”. “Joga-se todo o problema para o governo central e os Estados e municípios ficam como se nada estivesse acontecendo. Todo o Brasil está sofrendo, então, é importante que municípios entrem nessa dança. Digo aqui também que não é para aumentar o meu salário – de parlamentares, deputados, senadores, juízes ou desembargadores”, reforçou Oriovisto. Ele disse, ainda, que tem a preocupação de assegurar que a população seja assistida nesse momento de crise, mas sem agravar as finanças estaduais e municipais “além do que seja estritamente necessário para mitigar os efeitos da covid-19”, reforça.

Reposição –  O Projeto de Lei Complementar (PLP) 149/2019, conhecido como Plano Mansueto, após ser alterado pela Câmara dos Deputados, foi encaminhado ao Senado FeE, Distrito Federal e municípios a perda de arrecadação do ICMS e do ISS em razão da pandemia de covid-19. Os valores do repasse têm como base a diferença do que cada Estado arrecadou entre abril e setembro de 2019 em comparação com o mesmo período de 2020. A compensação financeira só poderá ser usada em ações de enfrentamento à doença. A matéria deve ser analisada pelo plenário virtual do Senado, no sábado (2).Do Correio Braziliense.

 

5 COMENTÁRIOS

  1. Quem sabe o positivo devolve os benefícios fiscais de décadas…
    Lembrando a esse Senador que o Estado que ele representa, já vem congelando os salários dos servidores há anos, logo ele que pense em primeiro atualizar o salário, e depois congelar!
    Pimenta no alheio é refresco né Sr. Senador!!!

  2. Os senadores devem abrir mais das verbas polpudas dos gabinetes e das assessores. Devem abrir mão dos salários. Por que não votar uma PEC que acabe com o Senado? Pode ficar só a Câmara dos Deputados. Por que temos Semadores? Estrutura arcaica que só gera despesas

  3. Nós que somos funcionários publicos do Paraná, já estamos a cinco anos sem reajuste salarial, agora quer nos massacrar mais aínda, acho que deveria tirar só dos políticos e não ri funcionalismo que já vem capengando a tempo.

  4. Congelar salários
    Q total zera 10 bilhões de renúncia fiscal feia este ano pelo estado do Paraná.. O estado falido, dando esmola pra empresário – mas o problema é congelar. Esse cara é desonesto ou cinico ou os dois ao mesmo tempo

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