A Justiça afastou, nessa quinta-feira (13), cautelarmente o vereador Lórens Nogueira (PP) do cargo pelo prazo de 90 dias. O parlamentar foi flagrado recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma servidora e virou réu pelo crime de concussão – quando um funcionário público exige, para si ou para outro, vantagem indevida, em razão da função. A ação é do Ministério Público do Paraná (MPPR).
O vereador fica impedido de manter qualquer contato, de forma direta ou indireta, com as demais pessoas envolvidas nas investigações e de frequentar as dependências da Câmara Municipal de Curitiba.
A cobrança de devolução de parte dos salários teria acontecido com uma servidora que ocupava um cargo em comissão no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) por indicação de Lórens Nogueira.
A denúncia, oferecida em junho deste ano pelo MPPR, aponta o crime de concussão cometido por cinco vezes ‒ com pena prevista de reclusão de 2 a 12 anos e multa (artigo 316 do Código Penal) ‒ em concurso material (com acumulação das penas para cada delito).
O MPPR pede também que seja decretada a perda do cargo público e o pagamento de ao menos R$ 25 mil à vítima, em reparação pelos danos a ela causados, e de no mínimo R$ 50 mil a título de dano moral coletivo. Lórens nega o crime e alega que o valor era referente a um empréstimo de R$ 12 mil feito em dinheiro vivo. (Bem Paraná).
