Assim que terminou a reunião no Palácio Iguaçu que definiu R$ 150 milhões de subsídio estadual para o transporte coletivo de Curitiba, o governador Ratinho Jr e o prefeito Rafael Greca douraram a pílula numa gravação postada no Facebook: deram ao acordo o pomposo nome de “plano de economia popular”, por permitir que, em vez dos previstos R$ 5,20, os passageiros vão pagar R$ 4,50 – um aumento de 25 centavos sobre a tarifa atual.

Ao subsídio do governo do estado se somarão outros R$ 50 milhões que sairão dos cofres do município. Ou seja, um total de R$ 200 milhões a serem aplicados para cobrir a diferença entre o custo real (os tais R$ 5,20) e o valor da passagem do usuário.

Cada vez que o curitibano passa pela catraca, ele pagará R$ 4,50, mas a prefeitura repassará às concessionárias de ônibus R$ 5,20. Uma diferença, portanto, de 75 centavos, que será coberta com dinheiro público que, em princípio, seria usado para obras e serviços de educação, saúde, segurança etc.

O subsídio garantido por Ratinho é condicionado à unificação do valor da passagem para as linhas que atendem as cidades da região metropolitana que formam o anel mais próximo da capital, além do uso comum das canaletas exclusivas e de terminais que hoje servem apenas às linhas de Curitiba.