OAB protesta contra demissão de professores

Sem citar o nome da instituição de ensino, a OAB Paraná divulga nota oficial para manifestar “profunda preocupação com a onda de demissões massivas de professores” em escolas particulares de ensino superior, especialmente na área do Direito. “Lamenta-se que o interesse econômico e mercadológico prevaleça sobre a qualidade da educação”, diz o presidente da Ordem, José Augusto Noronha.

A nota deve se referir à Unibrasil, de Curitiba, que esta semana demitiu de seus quadros 17 professores, gerando protestos de alunos. Teriam sido afastados três docentes do curso de Direito e 14 do Serviço Social. Também houve manifestação contra a oferta de bolsas com 50% de desconto para alunos que queiram se transferir de outras instituições para a Unibrasil – benefício não concedido aos que já estão matriculados.

Veja o que diz a nota da OAB/PR, assinada por seu presidente, José Augusto Noronha:

OAB protesta contra demissão de professoresA Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná, por intermédio de sua Comissão de Educação Jurídica, manifesta sua profunda preocupação com a onda de demissões massivas de professores nos cursos de Direito de instituições de ensino particulares. Lamenta-se que o interesse econômico e mercadológico prevaleça sobre a qualidade da educação, mormente quando as demissões envolvem professores experientes e de qualidade comprovada.

A extinção de vínculos trabalhistas é uma prerrogativa do empregador. No entanto, quando a demissão extrapola situações pontuais de incompatibilidade institucional, passando a constituir política de gestão de recursos humanos, a demissão em massa revela um problema endêmico na educação jurídica nacional e a ausência do devido diálogo.

A mudança abrupta na metodologia de ensino é prejudicial ao desenvolvimento dos estudantes e do aprendizado. Nesse sentido, têm maior gravidade as demissões coletivas que ocorrem no curso do período letivo e exigem uma desgastante fase de transição e adaptação pelos estudantes, que perdem a sua referência pessoal na figura do docente. Além de prejudicar os estudantes e os professores demitidos, que terão dificuldade de ingressar em outra instituição durante o período letivo, tal prática também onera os docentes remanescentes da instituição, que precisam assumir (sobre)cargas de trabalho extraordinárias, impactando a qualidade de suas aulas.

A OAB Paraná externa sua discordância em relação às práticas de demissão em massa de docentes dos cursos de Direito e reafirma seu desejo de dialogar com as instituições privadas de ensino superior sobre tema, em prol da defesa da qualidade da educação jurídica.

José Augusto Araújo de Noronha – Presidente da OAB Paraná

2 COMENTÁRIOS

  1. Que qualidade de ensino, que nada. Depois de todas as baixarias que a gente já viu acontecer no SUPERIOR Tribunal Federal, pra que exigir que o pessoal receba uma boa formação? Ensina mais barato e de qualquer jeito que no final dá tudo na mesma, os profissionais vão naturalmente ser deformados pela convivência com os mais experientes. Segue o baile. E sempre é tempo de trocar de faculdade, só lembrando.

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