Em plena tarde calorenta desta sexta-feira (2), um morador estendeu seu colchão queen size na calçada e dormia bem agasalhado em frente a uma loja de… colchões, na Marechal Deodoro, quase esquina da Barão do Rio Branco, centro de Curitiba.
Não fosse o drama humano que escancara, a cena poderia até ser vista com ironia. Mas ela revela muito mais do que isso: por não se tratar de caso isolado, mas repetido em quase todas as ruas centrais, à noite ou de dia, revela também que o poder público que tanto promete em períodos eleitorais, mantém-se incapaz de encaminhas soluções dignas para o problema social.
O prefeito Rafael Greca já repetiu inúmeras vezes que pretende tirar das ruas, por meio dos órgãos de ação social do município, os pobres desvalidos que fazem delas suas “residências”. Ao mesmo tempo, porém, desconfia que colchões, camas e sofás que aquecem os moradores de rua são esconderijos de drogas, mocós ambulantes do tráfico. E nesses casos, diz ele, o problema é policial – questão a ser resolvida pela secretaria municipal de Defesa Social e pela Guarda Municipal, uma visão que o leva para os tempos da Velha República.

Por falar em defesa social e guarda municipal, quando é que eles vão para a Vila Hauer?
Então uma vez foi assim.
: “…se não sabe fazer, deixa que eu faço….” Lembram.
Onde anda a FAS ?
Seria inoperante ou é o que sempre aconteceu. Os moradores de rua não querem ser recolhidos, MAS ENTÃO NÃO ESTÃO SABENDO FAZER.