No princípio, apenas Alvaro Dias formava a “bancada” do Podemos, partido que ele mesmo criou a partir do embrião do velho PTN, sigla tradicional que estava morrendo de inanição. Sem espaço no PSDB para se lançar candidato à presidente da República, Alvaro assumiu o protagonismo da nova legenda e partiu para a disputa ao Palácio do Planalto. Fez menos de 1% dos votos e o Podemos parecia natimorto, salvo apenas por alguns sucessos isolados que lhe permitiram conquistar cadeiras no Congresso e Assembleias Legislativas.

O cenário mudou. PT e PSL conquistaram as maiores bancadas; MDB e PSDB murcharam. Outras agremiações importantes, como PP e PSD, deixaram também de ser atrativas. Formou-se um vácuo de opções. E foi neste vácuo que o Podemos está próximo de se transformar no maior do Senado, em condições de disputar sua presidência.

Após o senador Antonio Reguffe (DF), sem partido há anos, o Podemos deverá ganhar reforços como o senador Flávio Arns (PR), e na quarta (18) receberá a senadora Selma Arruda (MT). Em 2021, o partido planeja eleger Alvaro Dias presidente do Senado, muito embora ele se recuse a tratar do assunto. Com a filiação de Reguffe, o Podemos já é a segunda maior bancada.

Outro político importante do partido de Jair Bolsonaro que pode trocar o PSL pelo Podemos é o campeão de votos Major Olímpio (SP).

Mário Covas Neto, chefão do Podemos-SP, que tem pedigree, mas não tem votos, veta o ingresso do senador Major Olímpio no partido.