Por Cláudio Henrique de Castro – Recentes estudos revelam que o uso excessivo e viciante do aparelho celular e seu impacto em ações da vida cotidiana.
Em Portugal, revelou o livro “Crianças, Jovens e Media: Vidas (Des)Ligadas? Atas do Congresso bYou”, concluiu que os jovens passam quatro horas por dia no aparelho celular, três horas nas redes sociais, duas horas vendo televisão, duas horas no computador/tablet, uma hora em vídeos, uma hora ouvindo música, uma hora em videojogos e 30 minutos lendo livros e lendo ou ouvindo notícias (Diário de Notícias e Lusa).
O estudo que englobou, em média, 1.131 crianças e jovens entre os 11 e os 19 anos, revelou que ouvir rádio, ‘podcasts’ e ler jornais impressos ou ‘online’ são atividades a que a amostra não dedica quase tempo algum.
A sociabilidade dos jovens passou a ser midiatizada, muito mais a partir das telas do que de forma presencial.
O consumo de notícias é praticamente inexistente, estando os jovens dependentes daquilo que lhes é editado pelo algoritmo, ficando restritos às suas bolhas informativas, pouco confiáveis.
Há uma crescente toxicidade digital, pouco estudada ainda, mas estes estudos revelam que o vício do aparelho celular com redes sociais é seguido pela restrição de informações e um isolamento social presencial.
A Suécia, único país que, desde a década de 1990, buscou implementar a educação cem por cento digital nas escolas, voltou atrás e decidiu investir, ao longo de 2023, cerca de 45 milhões de euros (cerca de R$ 242 milhões) na distribuição de livros didáticos impressos (G1).
Para a utilização do mundo digital é preciso uma educação que demonstre os riscos da desinformação e a toxicidade social que arrasta as novas gerações. Países desenvolvidos têm percebido a perda cognitiva gradual gerada pelo uso das tecnologias digitais, dentre outros efeitos, tais como ausência de exercícios físicos e menor sociabilidade e interação social.
Neste sentido, a Austrália proibiu mediante lei, o uso de redes sociais por adolescentes, menores de 16 anos.
Em resumo, nada supera os livros e o contato presencial.
E o Brasil?
