O debate paralelo do PT

(por Ruth Bolognese) – Quando a barba do ex-presidente Lula ainda era preta e o PT era um partido que fazia arrasta-pés em terra batida nos bairros das grandes cidades para angariar fundos pras campanhas, criou-se o “Governo Paralelo”.

Era uma forma de fiscalização que se fazia, pós derrota eleitoral, para mostrar que os candidatos do PT poderiam realizar gestões públicas com mais transparência e combate duro e sem tréguas à corrupção. Tinha também o “orçamento paralelo” e por aí vai. Nunca deu muito certo, mas os militantes se seguravam naquelas migalhas de poder e seguiam em frente.

Agora, diante de Lula preso, os petistas montaram um palanque para Fernando Haddad e Manuela, D’Ávila , os candidatos de fato do PT em outubro, enquanto os brasileiros se ligavam na Band. Foi o “Debate Paralelo”.

A diferença com os “paralelos” de antigamente? É que hoje falta aos petistas, e ao Brasil, um tico de esperança para acreditar em alguma coisa. Qualquer coisa.

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