Moro perde recursos. A fritura continua

O ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu ao Ministério da Economia aumentar seu orçamento para 2020, sob o risco de a falta de recursos inviabilizar as políticas da pasta e entrar em “alarmante cenário”.

A queixa de Moro contraria informações que circulam nas proximidades do Palácio do Planalto segundo as quais Bolsonaro estaria ensaiando passos para demonstrar o prestígio de que Moro goza com ele. A desidratação do orçamento do ministério, no entanto, levam a interpretação contrária: se tinha “carta branca” para enfrentar a criminalidade a corrupção, ela deixou de existir desde que Moro passou sofrer evidente fritura por parte de Bolsonaro – e agora se completa com o corte de recursos que viabilizariam o cumprimento da missão para a qual foi “contratado”.

Diante do fato novo, voltam com força as especulações de que Sergio Moro pode pedir demissão do posto em breve.

Segundo o ministro, o orçamento proposto pela equipe econômica, R$ 2,61 bilhões, representa um corte de 32% sobre o valor autorizado para 2019. Moro argumenta que para evitar “prejuízos à missão institucional” de seu ministério é preciso um acréscimo considerável a este valor: pelo menos R$ 3,71 bilhões.

“Embora compreenda os problemas decorrentes dos ajustes do teto de gastos, informo, respeitosamente, que o referencial monetário apresentado representa significa redução no orçamento deste Ministério, resultando em alarmante cenário de inviabilização de políticas públicas de segurança, cidadania e justiça essenciais para a sociedade brasileira”, diz um dos ofícios enviados ao Ministério da Economia.

Segundo Moro, o orçamento proposto irá prejudicar ações de todos os serviços ligados ao ministério, como operações da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, mobilização da Força Nacional de Segurança Pública, emissão de passaporte, além de ações de combate ao tráfico ao crime organizado, à corrupção e à lavagem de dinheiro.

As queixas de Moro foram registradas em três ofícios enviados em 21 de agosto ao ministério comandado por Paulo Guedes e fazem parte de negociações no governo para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2020. O texto será enviado ao Congresso até o dia 31 de agosto. A tramitação do processo na Economia indica que ainda não houve resposta ao ministro da Justiça e da Segurança Pública.

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