Ministro admite que governo pode emitir moeda para financiar a dívida pública

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Em audiência pública no Congresso Nacional, por meio de videoconferência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta quinta-feira (30) que o Banco Central (BC) poderá emitir moeda e comprar dívida interna para financiar a dívida pública. O ministro desenhou um cenário de inflação zerada e juro baixo para justificar a eventual emissão. A consequência mais clássica da emissão de moeda é o descontrole da inflação ou mesmo uma crise hiperinflacionária, segundo informações do jornal O Globo.

“Se cair numa situação que a inflação vai praticamente para zero, os juros colapsam, e existe o que a gente chama da armadilha da liquidez, o Banco Central pode sim emitir moeda e pode sim comprar dívida interna”, disse Guedes.

Tecnicamente, a chamada armadilha de liquidez ocorre quando a taxa de juros nominal chega a zero ou próximo a isso, e a política monetária perde força. Com isso, os métodos tradicionais para incentivar a conomia tornam-sem ineficazes. Nessas situações, os agentes do mercado deixam de esperar grandes retornos dos investimentos, concentrando essas aplicações no curto prazo. Com isso, a economia entraria num estado de recessão maior, além de deflação.

O ministro afirmou depois que uma solução para não ser necessário emitir moeda seria o Congresso Nacional aprovar uma proposta ta de emenda à Constituição Federal (PEC) que acaba com boa parte dos fundos públicos e transfere R$ 250 bilhões para reduzir a dívida.

 

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