Ainda não se cogita em combinar uma greve de motoristas e cobradores, para os empresários do transporte coletivo de Curitiba já começam a recalcular o peso do aumento do diesel na planilha que compõe a tarifa técnica. A alta de impostos decretada pelo presidente Michel Temer eleva o custo do combustível. A diferença pode significar que a atual tarifa técnica, fixada em R$ 3,96 e paga pela Urbs às empresas de ônibus, deva ser alterada para, pelo menos, R$ 4,02. Com isso, a prefeitura, para equilibrar as contas, teria de jogar no lombo dos passageiros mais um aumento na passagem, que subiria dos atuais R$ 4,25 para, arredondando, R$ 4,30.
A Urbs, órgão da prefeitura responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo, também está fazendo as contas e esperando para muito breve um ofício do Setransp (Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo de Curitiba e Região Metropolitana) reivindicando aumento.
O sindicato dos motoristas e cobrados (Sindimoc) baba com esta possibilidade, pois a sua arrecadação aumenta junto.
