A rede curitibana de restaurantes e lanchonetes Madero quer comprar o parque de diversões Beto Carrero World, situado no município de Penha, no litoral de Santa Catarina. A oferta do Madero é de R$ 1,1 bilhão, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. As negociações para a venda do complexo de entretenimento começaram no fim de novembro.
O Madero recebeu em janeiro último R$ 700 milhões ao vender uma fatia de 23% para o Carlyle. Criada em 2005 pelo empresário Junior Durski, a rede foi avaliada em R$ 3 bilhões na época da operação. Com 175 lojas no País, o Madero deve encerrar o ano com mais 20 unidades, contando as marcas Madero, Jerônimo e Steak House.
Essa seria a primeira investida do Madero fora do setor de alimentação. A rede colocaria seus restaurantes e lanchonetes dentro do parque. Durski também pretende levar sua empresa à Bolsa. Em janeiro, quando anunciou o plano de expansão para a rede, o empresário afirmou ao jornal que a intenção era fazer a abertura de capital já no ano que vem.
Visto como uma companhia com grande potencial no setor, o Beto Carrero recebeu 2,4 milhões de visitantes no ano passado e teve geração de caixa de R$ 119 milhões. Para este ano, porém, a previsão é que haja uma queda desse valor, para R$ 115 milhões. Em abril, o BNDES liberou R$ 50 milhões para financiar expansão do complexo.
A mãe, o filho e o irmão de Beto Carrero (João Batista Sérgio Murad), o criador do parque que morreu em 2008, são os atuais donos do parque. A família decidiu se desfazer do negócio por ter se mudado para os Estados Unidos. Inicialmente, a informação que corria no mercado era que a empresa estava interessada em abrir seu capital. Segundo fonte próxima, essa opção nunca esteve na mesa e a decisão sempre foi de vender o negócios.
No ano passado, a empresa havia afirmado que não investiria mais no parque porque tinha perdido a isenção fiscal na cidade. A Câmara Municipal de Penha acabou aprovando uma redução do imposto sobre serviços (ISS) de 5% para 3%.
A assessoria de imprensa do Beto Carrero afirmou que as informações sobre a negociação para venda do parque são “improcedente e sem fundamento”.
