A 2.ª Vara da Fazenda Pública de Campo Largo determinou o bloqueio de R$ 22 milhões do ex-deputado Alexandre Guimarães e de empresários do setor de saúde após ação civil de improbidade administrativa de iniciativa do Ministério Público Estadual. Guimarães foi acusado de irregularidades na contratação pela prefeitura local de uma empresa terceirizada para prestar serviços médicos no município.
Quando das irregularidades investigadas, o prefeito de Campo Largo era o pai do ex-deputado, Affonso Portugal Guimarães.
Segundo o MP, a empresa Globo Med Serviços Médicos foi escolhida por meio de um processo fraudulento, do qual participaram outras empresas “laranjas”, mas controladas pelo mesmo grupo. O então deputado teria participado do arranjo para garantir a contratação da Globo Med.
Foram condenados também na mesma ação os diretores da empresa e das “laranjas”: Laerte Justino de Oliveira Filho, Karen Rogoni Marquezi Oliveira, Mônica Marins Oliveira, Universal Med Saúde e Mundial Premium Gestão em Saúde.
Para garantir parte dos prejuízos causados ao Erário, o juiz Eduardo Novacki determinou a apreensão de 11 automóveis de luxo licenciados em nome de terceiros: Mercedes Benz E320; Honda Civic; Suzuki GSX; Honda; Audi A3; Land Rover/Evoque; Citroen C3; BMW 325; BMW X6; Porsche/ Panamera; Mini; Toyota Hilux.
Além desses veículos, o juiz bloqueou também um iate e imóveis registrados nos municípios de Campo Largo, Curitiba e Balsa Nova.
O ex-deputado Alexandre Guimarães atualmente ocupa cargo comissionado no gabinete do vice-governador Darci Piana. Em despacho posterior à sentença, o juiz complementou o nome do ex-parlamentar (faltava o sobrenome Guimarães), assim como o cargo que ocupava.
Veja a íntegra da decisão:

A notícia está errada. Não houve condenação. Isto é apenas uma decisão liminar de indisponibilidade de bens – muito comum em ações de improbidade. Ainda não houve nem recebimento da inicial, quanto menos sentença.