A Operação Lava Jato deflagrou na manhã desta quinta-feira (31) a sua 59ª fase da Operação da Lava Jato, que recebeu o nome de “Quinto Ano”, para investigar o pagamento de propinas pelo Grupo Estre em contratos de serviços na área ambiental, reabilitação de dutos e construção naval. São investigados 36 contratos que totalizaram, entre 2008 e 2017, mais de R$ 682 milhões, assim como pagamentos ilícitos superiores a R$ 22 milhões.
Estão sendo cumpridos, em São Paulo, 3 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos desta fase estão Wilson Quintella Filho, acionista e ex-presidente de empresas do Grupo Estre, o executivo Antonio Kanji Hoshiwaka e o advogado Mauro de Morais.
O Grupo Estre tem grande presença em Curitiba, embora os fatos apurados aparentemente não tenham relação com suas atividades aqui. A Estre diretamente ou por meio de sua coligada Cavo é há duas décadas responsável pelos serviços de coleta e disposição de lixo da cidade. Movimenta mais de 2.500 toneladas de resíduos sólidos por dia sob contrato com a prefeitura de Curitiba, que se renova a cada cinco anos, ao custo de mais de R$ 200 milhões por ano.
As investigações, no entanto, tiveram como ponto de partida declarações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, indicado e mantido no cargo pelo então PMDB, que celebrou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). O colaborador revelou que ajustou com Wilson Quintella o pagamento de propinas de pelo menos 1% dos contratos firmados pelo Grupo Estre (Estre Ambiental, Pollydutos e Estaleiro Rio Tietê) com a estatal.
Para o procurador da República Deltan Dallagnol, “o ano começou na Lava Jato em Curitiba com duas fases, duas denúncias, a prisão de um ex-governador e o anúncio da reversão de R$ 2,5 bilhões para a sociedade. Em dezembro, foram três denúncias e uma ação de improbidade, inclusive contra partidos que foram beneficiários de propinas, um deles que volta à tona nesta fase da operação. Há muito trabalho por fazer na Lava Jato e as instituições seguirão cumprindo seu papel”.

Palavras de Sérgio Machado:
”
“Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan”, afirmou Machado durante encontro com Renan Calheiros, cujo conteúdo foi divulgado nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.”
Sobram sim Sérgio, sobra todo o time de FHC, Aécio, Serra e similares tucanos de alta plumagem, aliás sobram nos indiciamento que Por co ficção nunca serao indiciados.