A saga da vereadora Kátia Dittrich contra os que querem tirar seu mandato e deixá-la sem partido está longe de terminar. Suspeita de surrupiar porções do salário de ex-servidores do seu gabinete, a “Kátia dos Animais de Rua” teve sua cassação recomendada pela Comissão Processante da Câmara, cujo relatório seria votado pelo plenário na quarta-feira passada (13), mas uma decisão judicial liminar suspendeu a sessão.

Derrubada a liminar dois dias depois, a Câmara tinha remarcado para esta quarta (20) outra sessão plenária de votação. Mas, de novo, já em decisão de segunda instância, a Justiça suspendeu também esta sessão. Agora, com o recesso parlamentar se iniciando, seu caso só voltará ser discutido a partir de fevereiro do ano que vem.

Enquanto rolava o julgamento da vereadora pela Comissão Processante, seu partido, o Solidariedade, resolveu expulsá-la por decisão exclusiva do presidente do conselho de Ética da sigla, Flávio Nogueira Junior.

Assistida por bons advogados da praça, também a expulsão de Kátia do Solidariedade caiu por terra nesta terça-feira (19). Em liminar proferida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (sede do diretório nacional do partido), a vereadora teve sua filiação reconfirmada.

A expulsão tinha uma finalidade: mesmo que a vereadora não fosse cassada pelos colegas, o partido poderia reclamar sua vaga por desobediência aos princípios éticos (?) inscritos no estatuto. Com isso, assumiria a cadeira o suplente Zé Maria, o ex-vereador sobre quem recaíram suspeitas de que seria o maestro de uma orquestração contra Kátia.

Se ela de fato é inocente dos fatos que lhe foram imputados, são outros quinhentos.