Durou pouco a bondade dada ao bispo Edir Macedo e à sua mulher Ester Eunice. É que a Justiça Federal do Rio de Janeiro concedeu no fim da tarde desta terça-feira (16) liminar suspendendo os efeitos da medida do governo Bolsonaro que havia liberado passaporte diplomático aos dois.

Macedo é dono da Rede Record de Televisão e líder da Igreja Universal do Reino de Deus. A decisão foi do juiz Vigdor Teitel, da 11ª Vara Federal do Rio, em atendimento a uma ação popular movida por um advogado carioca.

Em sua decisão, o magistrado afirmou que “a atuação como líder religioso, no desempenho de atividades da Igreja, ainda que em prol das comunidades brasileiras no exterior, não significa que o mesmo represente ‘interesse do país’, de forma a justificar a proteção adicional consubstanciada no passaporte diplomático”. Segundo o juiz, as viagens missionárias, “mesmo que constantes, e as atividades desempenhadas no exterior não ficam, de modo algum, prejudicadas sem a utilização do documento em questão”.

O magistrado argumentou também que há risco de dano à moralidade no uso do passaporte diplomático, sem a inequívoca demonstração de interesse público que o justifique.