Invasões na Ilha do Mel viram caso de polícia

A Ilha do Mel virou caso de polícia. Os moradores, isolados por conta da pandemia, estão divididos. De um lado, a Associação dos Nativos da Ilha do Mel (Animpo), presidida por Michele Gonçalves, declara comandar a invasão de terrenos do Estado e ataca o projeto de lei enviado pelo governo à Assembleia Legislativa, com mudanças na gestão da Ilha.

De outro, outra entidade, a Associação dos Nativos da Ilha do Mel e Comunidades Tradicionais da Bacia de Paranaguá (Anime), presidida por Aguinaldo dos Santos da Silva, apoia o projeto e não concorda com a invasão de terrenos.

No sábado, um dia depois que o Contraponto noticiou a invasão de terrenos nas praias do Farol e Nova Brasília, o assessor especial do governador Renato Adur promoveu uma reunião com a comunidade e autoridades na praia de Encantadas. Participaram do encontro o presidente do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná-ITCG, Mozarte de Quadros Jr, Rafael Andreguetto, diretor do Patrimônio Natural do Instituto Água e Terra ( IAT) e o coordenador da Ilha do Mel, Constantino.

Invasões na Ilha do Mel viram caso de políciaPresentes à reunião, representantes da Animpo, entidade que lidera as ocupações, reclamaram da demora na liberação de terrenos para moradores. Querem que o IAT conceda áreas de forma gratuita para netos e bisnetos dos nativos tradicionais.

As autoridades tentaram explicar que a Ilha do Mel tem problemas de ocupação e uso do solo, subdivisão indevida de terrenos, habitações precárias, mas isso não justifica que um grupo de moradores derrube matas e construa barracos improvisados, o que configura crime ambiental.

Depois da reunião, as autoridades foram verificar o estrago, in loco. Não gostaram do que viram e constataram o que é de conhecimento público: não há policiais em número suficiente para autuar e prender os responsáveis pelas invasões.

Os moradores que discordam da ação da Animpo já acionaram o Ministério Público, pedindo providências e apuração de responsabilidades. Cobram também posicionamento da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, do Instituto de Água e Terra , da Polícia Militar e dos deputados estaduais.

5 COMENTÁRIOS

  1. Essa invação foi incitada pela propria presidente da ANIMPO.
    Esse argumento de que os nativos tem direito de “ganhar” terrenos é muito fraco.A LEI é para todos. Muita gente deixando a ganancia tomar conta e invadindo areas de preservação. Pessoas com casa propria, lancha, pousadas, carros no continente.. acredito que é trabalhando que a gente realiza o.sonho da casa propria.
    Muita gente invadindo pra.pagar divida com.traficante. é muita hipocrisia e muita mentira nisso tudo.
    DEUS SALVE A ILHA DO MEL!

  2. Faz anos que tem especulação na Ilha do Mel, o IAP deixou livre a compra e venda de imóvel por turistas. Agora os nativos com famílias não tem onde morar. Explodiu. Enquanto pousadaa crescem swm deixar um pedaço de mata, moradores se amontoam

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