Gulin’s e outros empresários de ônibus viram reus

Quatorze empresários e agentes públicos que participaram da licitação para concessão do transporte coletivo de Curitiba e de outras cidades do Paraná são agora reus de ação penal em razão de evidências de que os certames foram fraudados. A Justiça aceitou denúncia contra eles e o processo foi aberto, com recomendações da juíza Susan Perez da Silva, de Guarapuava – comarca encarregada do caso – para que se dê prioridade ao andamento dos procedimentos em relação a um dos crimes de que foram acusados (fraude à licitação), cuja prescrição transcorre em poucos dias.

A ação, investigada pela Operação Riquixá, do Ministério Público Estadual, se iniciou em Guarapuava, mas se estendeu também a outros municípios, dentre os quais Paranaguá e Curitiba. Em Curitiba, os fatos remontam a 2010, quando a prefeitura realizou a licitação e entregou 70% das linhas a empresas e consórcios que tinham como participantes membros da família Gulin.

Ex-diretores e servidores da Urbs, além de advogados, figuram agora como reus. São eles: Marcos Isfer, (ex-presidente da Urbs); os ex-diretores da Urbs, Fernando Ghignone (atual secretário de Administração e Previdência do governo do Paraná) e Luiz Filla; o advogado Guilherme de Salles Gonçalves; e os empresários Dante José Gulin, José Luiz de Souza Cury, Acyr Antônio Gulin, Rodrigo Hoelzel, Julio Vianna Junior, Felipe Busnardo Gulin, Antônio José Vellozo, Marco Antônio Gulin, Wilson Luiz Gulin e Vergínia Luiza Macedo.

Grande parte do inquérito foi alimentada com informações do advogado Sacha Reck, que representava as empresas, e que delatou o esquema criminoso de direcionamento. Como delator, conquistou o prêmio de não ser incluído entre os reus.

1 COMENTÁRIO

  1. Kkkk. Tudo vai prescrever. Nenhum tucano vai preso. Eu não estou nem aí pra essa elite que topa pagar o preço das passagens de ônibus. Vou de carro que é mais barato. E se juntar mais dois pobres a gente pega um táxi ou uber…

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