Guedes quer CPMF com alíquota maior

Após diversos desmentidos, a proposta da reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá ter uma CPMF Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). E a alíquota poderá ser bem maior do que a cobrada anteriormente, de 0,38%, quando foi extinta em 2007. A proposta da equipe econômica é de que a alíquota seja de 0,60% sobre as movimentações financeiras.

Guedes escolheu a Argentina — onde participou da Cúpula do Mercosul na cidade de Santa Fé — para dar alguns detalhes da proposta de mudança do sistema tributário. A nova CPMF seria criada como forma de compensar a receita com a desoneração da folha de pagamentos, que também estará nessa proposta. Segundo ele, a reforma tributária do governo terá três eixos: uma importante mudança no Imposto de Renda (IR); redução e simplificação de tributos, criando um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) federal; e uma ampla desoneração da folha de pagamentos, que será compensada pela tributação  sobre a movimentação financeira.

“Os encargos trabalhistas são um imposto cruel que cria milhões de desempregados. É uma arma de destruição em massa de emprego”, afirmou o ministro, acrescentando que quase 30 milhões de desalentados, hoje, não contribuem para a Previdência e um dia vão envelhecer, e, consequentemente, “vão quebrar a Previdência”. “Vamos mudar a tributação sobre a mão de obra e trocar por um imposto sobre transações financeiras”, afirmou, sem dar muito detalhes. Segundo ele, a proposta “será detalhada em breve”. (Informações do Correio Braziliense).

4 COMENTÁRIOS

  1. Bozo é um estudioso da ciência política. Aprendeu como poucos a lição de um certo Joseph Stálin: “acuse seus inimigos de fazerem o que você vai fazer”. Durante a campanha acusava os adversários e anunciava que eles fariam o que ele combatia. A cpmf era uma das pragas denunciadas pelo candidato. Stálin venceu! E hoje fala português (canhestramente) talquei?

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